22/10 - 14:41
De Ferran reafirma desejo de apenas querer comandar própria equipe
Gil de Ferran disse que só voltou a correr para ajudar no desenvolvimento de sua equipe na ALMS
Warm Up
| Jamie Squire/Getty Images |
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| A época de piloto passou para Gil, que agora quer se concentrar em comandar sua equipe |
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EVELYN GUIMARÃES
de São Paulo
A vida de piloto definitivamente acabou para Gil de Ferran. O brasileiro de 41 anos, bicampeão da Cart (atual Indy) e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, já havia decidido deixar as pistas uma vez, no final da temporada de 2003. Porém, a proposta de formar uma equipe na ALMS (American Le Mans Series) em 2007, com o apoio da Honda, o fez mudar de ideia. O retorno, no entanto, foi breve, durou apenas dois anos. E teve um único propósito: ajudar no desenvolvimento do novo time.
Agora, De Ferran só quer se dedicar ao cargo de chefe de equipe. E o próximo projeto de Gil é colocar a seu time, a De Ferran Motorsport, na Indy em 2010.
“Voltei a correr não porque eu queria reviver o meu sonho de piloto, mas porque tinha um propósito. Não estava procurando um emprego de piloto. Não estava ligando para as pessoas. O que aconteceu é que surgiu uma oportunidade única para eu estabelecer a minha equipe, como um time de fábrica da Acura, que é a marca de luxo da Honda nos EUA”, disse De Ferran, em entrevista exclusiva ao Grande Prêmio.
“E fazer um papel que eu já tinha feito no passado, junto aos engenheiros da Honda, que era o de piloto de desenvolvimento na fundação da minha equipe. Por isso, eu voltei. Só para fazer isso. Agora, quero me dedicar a cuidar da equipe porque ela não precisa mais de mim como piloto”, completou Gil, acrescentando, entretanto, que a decisão de parar de correr foi difícil.
| Darrell Ingham/Getty Images |
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“É uma coisa muito difícil. Imagina o seguinte: você tem um sonho de criança e, por uma felicidade imensa, esse sonho se torna realidade. Então, todo dia você levanta com uma sensação de propósito muito forte. E essa sensação existe desde sempre. E toda a sua vida gira em torno desse sonho, ou seja, de atingir esse objetivo. Só que chega um determinado dia que essa sensação não existe mais. E isso não acontece só com piloto, mas também com outros esportistas e, principalmente, com aqueles que começam muito cedo. E você se sente um pouco sem direção”, explicou.
"Não queria ficar lá, com 50 anos, tentando vencer o menino de 20. Acho esse conceito meio ridículo para falar a verdade. Então, parei e fui trabalhar na televisão americana, fui para a F1 e já tinha esse projeto da minha equipe”, finalizou.
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