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27/06 - 11:53

Stop and Go: Bia Figueiredo
Quando você perde o seu carro e também uma etapa do campeonato, várias dúvidas aparecem no ar. Porém, estou acostumada a superar dificuldades e essa foi mais uma. Acidentes e incidentes fazem parte da vida de pilotos

Warm Up



EVELYN GUIMARÃES
de Curitiba

Jim Haines/Indycar

Bia Figueiredo compete na Indy Lights, principal categoria de acesso à F-Indy desde o ano passado, quando terminou o campeonato na terceira colocação, com 449 pontos. E foi ainda no ano de estreia na divisão que Bia faturou a primeira vitória. A piloto cruzou a linha de chegada na primeira colocação no oval de Nashville e levou a famosa guitarra como prêmio por conta do triunfo. Após a vitória, a paulista de 24 anos mostrou consistência e fechou a temporada a 61 pontos do campeão, Raphael Matos.

Em 2009, ainda defendendo a Sam Schmidt, Figueiredo terminou duas vezes em quarto lugar, na primeira corrida em São Petersburgo e no Kansas, além de uma quinta colocação em Long Beach. Porém, a carreira de Bia viveria momentos de apreensão em Indianápolis, a quinta etapa da temporada.

Figueiredo bateu forte durante a prova no mais famoso dos circuitos norte-americanos. A competidora nada sofreu, além de um pequeno corte e cinco pontos no queixo. No entanto, o drama maior de Bia começava aí. A piloto teve de voltar ao Brasil às pressas para tentar viabilizar recursos para comprar um carro novo para o campeonato. Por isso, teve de abrir mão da corrida seguinte em Milwaukee. E só pôde retornar na corrida de Iowa, onde arrebatou a segunda vitória na divisão.

Bia conversou com Grande Prêmio nesta semana e contou o que houve no período pós-Indianápolis. A piloto também falou sobre futuro e sobre a disputa do título na Lights neste ano.

Carsten Horst/HYSET Ag

Grande Prêmio
- Você pode nos contar o que realmente aconteceu naquela semana pós-Indianápolis, em que teve de voltar às pressas para o Brasil? Quando ficou sabendo que não correria em Milwaukee?

Bia Figueiredo - No domingo, após a corrida, soube que o meu carro não teria conserto e que teríamos de comprar um novo. Não daria tempo para preparar um novo carro para Milwaukee e, como o crash damage é nossa responsabilidade, voltei ao Brasil e com o André Ribeiro e com o Augusto Cesário, que são os gestores da minha carreira, montamos uma estratégia para levantar esses recursos adicionais necessários e assim voltar para a etapa de Iowa.

GP - Existem ou existiram propostas para outras categorias? Você pensa em categorias na Europa, caso não consiga vaga na Indy no ano que vem?

BF - Não, não existiram. Nosso foco continua sendo a Indy.

GP - O que pesou para a sua volta à equipe? 

BF - Eu nunca deixei a equipe, apenas não tivemos como correr em Milwaukee. 

GP - Sua presença nas demais etapas do campeonato está garantida? O quanto a vitória obtida em Iowa ajuda na sequência de sua temporada?

BF - Nosso contrato com a equipe e com nossos patrocinadores é para toda a temporada e a vitória veio para nos mostrar que estamos no caminho certo, e me ajudou muito por vários motivos, como resgatar a autoconfiança e mostrar que ainda estamos vivos no campeonato. 

Ron McQueeney/Indy Media

GP
- Você temeu que sua carreira tivesse sido abalada com o acidente em Indy?

BF - Quando você perde o seu carro e também uma etapa do campeonato, várias dúvidas aparecem no ar. Porém, estou acostumada a superar dificuldades e essa foi mais uma. Acidentes e incidentes fazem parte da vida de pilotos. Eu me determinei e me prometi que trabalharia dia e noite junto com o André e com o Cesário para conseguir comprar esse carro e continuar o campeonato. Foi duro, mas superei e vencemos a corrida em Iowa.

GP - Já pintaram convites de equipes da Indy para correr lá, ainda que fosse só uma corrida?

BF - Sim, mas achamos que ainda era cedo, pois o nosso plano era mais um ano na F-Indy Lights.

GP - E o que ainda falta para chegar à Indy?

BF - A receita não é muito complicada: mais experiência e com certeza a continuidade de bons resultados.

Jim Haines/Indycar

GP
- Acha que ainda é possível lutar pelo título da Lights?

BF - Ainda temos oito provas, sendo que a vitória vale 50 pontos, a pole-position vale um ponto e o maior número de voltas na liderança vale dois pontos. Não vai ser fácil, mas estou a 63 pontos do líder, o que ainda me dá chances de lutar.

GP - Quais as dificuldades que você prevê daqui para frente?

BF - Manter os bons resultados para brigar pelo título.

GP - Dentro da Sam Schmidt, quem você apontaria como o maior rival? Wade Cunnigham? E de forma geral?

BF - O Wade teve resultados fantásticos nos ovais, mas não tanto nos circuitos de rua. Se ele estiver forte nos mistos que virão pela frente será um grande favorito ao título. De forma geral, acho que pelo menos seis pilotos têm chances de ganhar o título: J. R. Hildebrand, Sebastian Saavedra, Wade Cunningham, James Hinchcliffe, Mario Romancini e eu, que tomo a liberdade de me incluir nessa lista.

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

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