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Raikkonen nega ida para Mercedes e confirma ano sabático em 2010
Finlandês falou ao site oficial da F1 e negou que vá disputar o Mundial de 2010 pela Mercedes
Warm Up
Clive Mason/Getty Images

Raikkonen em Abu Dhabi: por enquanto, último GP do finlandês por algum tempo
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Pelo jeito, as negociações com a Mercedes nem chegaram a ter vez na cabeça de Kimi Raikkonen. Entrevistado nesta quinta-feira (19) pelo site oficial da F1, o campeão mundial de 2007 confirmou que não vai disputar o Mundial de 2010. O finlandês disse que, após não fechar a negociação para retornar à McLaren, vai tirar um ano sabático para voltar na temporada seguinte — e apenas se surgir uma proposta de carro vencedor.
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Kimi explicou que via na McLaren a única chance de ter um carro competitivo para brigar pelo Mundial de Pilotos do ano que vem, e que nem mesmo chegou a abrir a negociação com a Mercedes — desmentindo a informação dada pelo seu empresário Steve Robertson, que disse estar aberto a propostas. Ontem, o jornalista Lito Cavalcanti havia cravado o acerto do nórdico com o novo time da montadora alemã para 2010.
"Este parece ser o caso [de ficar um ano fora]. Não consegui chegar a um acordo com a McLaren e, então, decidi tirar um ano sabático. Achei que eles davam a melhor oportunidade de vencer corridas e de brigar pelo título e que, se isso não funcionasse, as férias de um ano seriam o resultado", explicou Raikkonen — o time de Woking confirmou na quarta-feira a contratação de Jenson Button para ser o companheiro de equipe de Lewis Hamilton.
E o finlandês não descartou nem mesmo a possibilidade de que tenha feito sua última corrida pela F1 no GP de Abu Dhabi. "Para ser honesto, eu só vou voltar em 2011 se tiver um carro competitivo. Não quero correr apenas para ser mais um, isso não me interessa. Mas há muito tempo até lá, então vamos aguardar e ver o que os próximos meses vão trazer."
Kimi também falou sobre o que motivou o final das negociações com a McLaren. "Meu empresário teve vários encontros com eles, mas, infelizmente, alguns assuntos não foram resolvidos. Sabíamos nos últimos três ou quatro dias que seria difícil chegar a um acordo, e agora isso é definitivo. Acho que um bom piloto faz a diferença, principalmente por vermos todos tão próximos. Essa pode ser a diferença entre vencer e perder", ressaltou o piloto, ao ser perguntado sobre as diferenças de salário, motivo especulado como decisivo para que sua contratação não fosse fechada.
Sobre a possibilidade de correr pela Mercedes, Raikkonen logo descartou. "Não tive nenhuma conversa com a Brawn. Acho que eles querem dois alemães para o ano que vem, principalmente após o envolvimento da Mercedes", opinou.
Por fim, o nórdico disse que ainda tem muita vontade de vencer na F1 e que ainda não decidiu o que vai fazer da vida em 2010. "Vou ver se disputo algo com os ralis. Mas, de novo, só vou fazer isso se tiver um carro competitivo. Se não, vou ficar com a minha família e amigos. Sempre gostei da F1 e ainda tenho ambições e, nas circunstâncias corretas, pretendo voltar. A porta está aberta, e resta ver o que o futuro me reserva", completou Kimi.
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