04/11 - 06:23
Toyota antecipa anúncio e confirma que deixa F1 depois de 8 temporadas
A Toyota anunciou nesta quarta-feira (4) que está fora da F1. As condições financeiras da empresa influíram fortemente na decisão
Warm Up
| Clive Mason/Getty Images |
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| Depois de muitos gastos e poucos ganhos, a Toyota deixa a F1 |
► Passagem da Toyota pela F1 foi de decepções e quase nenhum brilho
A Toyota decidiu acabar com sua própria agonia e anunciou nesta quarta-feira (4) que vai, mesmo, deixar a F1 em efeito imediato. Um pronunciamento sobre o futuro da equipe, inclinado à desistência dos planos de continuar na categoria, era esperado para o próximo domingo. Durante entrevista coletiva em Tóquio, entretanto, a cúpula da montadora fez o anúncio.
Em comunicado, a montadora justificou a retirada da F1 destacando o impacto da crise econômica internacional no setor automotivo. "A Toyota Motor Corporation, que via sua participação na F1 como contributiva para a prosperidade da cultura automotiva, continuou dedicada a competir no ápice do esporte a motor mesmo em face das abruptas mudanças econômicas que começaram ano passado. Entretanto, ao se considerar as atividades esportivas do TMC para o ano que vem, além de um ponto de vista a médio prazo, refletindo a severa realidade econômica atual, a TMC decidiu se retirar da F1."
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"A TMC também deseja expressar a sua gratidão sincera a todos os pilotos que correram na Toyota e a todos os empregados que ajudaram a tornar possíveis as conquistas da equipe", continua a nota.
A empresa declarou que não vai deixar seus ex-funcionários sem amparo. "A TMC pretende fazer o seu melhor para encontrar uma solução para essas partes afetadas pela inconveniência que esta decisão pode causar."
O texto esclarece que a montadora não está deixando o automobilismo como um todo. "A Toyota não só vai correr em diversas categorias, como também vai contribuir para o desenvolvimento do esporte a motor, apoiando o automobilismo de base e planejando eventos que sejam fáceis para as pessoas participarem."
| Toyota |
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| A Toyota prometeu não abandonar o esporte a motor |
A decisão do quadro de diretores já estava tomada; daí ser desnecessário prolongar até domingo a confirmação do adeus. A Toyota registrou pela primeira vez na história um prejuízo na venda de seus carros, e a previsão é que 2010 seja da mesma forma. E como tem sido comum entre as montadoras que participam de competições, o primeiro corte do harakiri dos japoneses se dá na área esportiva. Foi assim com a Honda no ano passado, com a Suzuki e a Subaru no rali e com a Kawasaki na MotoGP, além do recente anúncio da Bridgestone em deixar a F1 após o fim da próxima temporada.
Algumas dicas e fontes haviam apontado que a tendência era de a Toyota sair. Rubens Barrichello, no Twitter, comentou que havia uma chance de ele ficar com o número 11, que usou nos tempos de kart, no ano que vem. De acordo com o reposicionamento dos números feito pela FIA, a Williams, que terminou o Mundial em sétimo, usaria o 14 e o 15 em 2010. A Toyota ficou em quinto na classificação geral. Sua saída, então, faria a Williams baixar a numeração.
Também, o jornal "Mainichi", um dos mais importantes no Japão, foi às bancas nesta quarta já com a matéria que apontava a iminência da confirmação da retirada do time das pistas.
A Toyota injetou dinheiro às pencas na F1 e sai dela com um retrospecto de equipe pequena. Não conseguiu uma vitoriazinha para contar história nas 139 corridas das quais participou. Foram três parcas poles e três voltas mais rápidas em oito anos de competição. Veio com o papo de que teria pilotos de ponta no ano que vem porque vê que este foi seu problema nesta temporada, que considerou sua melhor. Dispensou Jarno Trulli e Timo Glock, e disse que chegou a negociar com Kimi Raikkonen. Fatalmente teria a sensação Kamui Kobayashi, um piloto que em duas provas na F1 fez mais que muita gente que há anos vegeta. E que vai ter de repensar em cuidar do restaurante do sushi de seu pai se nenhuma equipe o chamar para 2010.
A Toyota é a terceira montadora a anunciar retirada da F1 em apenas 12 meses: a conterrânea Honda foi a primeira e, neste ano, a BMW tornou pública a decisão de largar a categoria após o fim da temporada.
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Toyota fora da F1
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