22/09 - 15:11
'Testemunha X' da Renault confirmou armação em Cingapura, aponta FIA
Um integrante da Renault sabia de todo o plano para o acidente premeditado de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008 e confirmou tudo para a equipe francesa
Warm Up
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► Punição a Briatore foi excessiva, diz presidente da Federação Espanhola
MARCUS LELLIS
de São Paulo
Nelsinho Piquet denunciou. Pat Symonds deu a entender. Mas foi um quarto elemento, chamado pela FIA de Testemunha X (no original, Witness X), que entregou a farsa feita pela Renault, a mando de Flavio Briatore, no GP de Cingapura de 2008, de acordo com o relatório do julgamento do Conselho Mundial sobre o caso.
Esse integrante da equipe francesa, que não teve a identidade revelada, confirmou os planos para o acidente premeditado do brasileiro para beneficiar Fernando Alonso na investigação interna feita pelo time gaulês. Tanto a Renault como a FIA entenderam que o delator não compactuou com as ideias de Briatore, Symonds e Nelsinho, mas tinha conhecimento de tudo o que aconteceu.
A existência de um quarto elemento foi revelada pelo time francês em uma carta enviada à Federação Internacional de Automobilismo no dia 17 de setembro, um dia depois do anúncio das saídas de Briatore e Symonds. A identidade dele não foi revelada para não desencorajar outras pessoas que se encontrarem na mesma situação, seja neste caso ou em futuros.
A "Testemunha X" garantiu que não foi parte integrante do plano, o que fez a FIA considerar válida a sua denúncia. Entretanto, a entidade queria saber quem era a pessoa que tinha tantas informações. A Renault fez uma exceção e revelou o nome dele a Max Mosley e aos advogados da federação. A equipe também concordou em liberar seu empregado para dar um depoimento a um conselheiro externo da FIA, Paul Harris.
Nesse depoimento, a "Testemunha X" afirmou que ficou sabendo da ideia do acidente proposital através de um comentário de Symonds. Nesse momento, Briatore estava presente. O quarto elemento repudiou o plano – que, segundo disse o diretor de engenharia ao integrante da Renault, foi sugerido por Piquet –, mostrando-se sempre contrário à farsa. Esse encontro aconteceu depois do treino de classificação, no dia 27 de setembro.
Com a negativa, Symonds e Briatore não falaram mais sobre o assunto com essa testemunha. Por isso, o integrante anônimo não pensou mais sobre o caso, lembrando-se apenas quando o acidente de Nelsinho aconteceu. Até esse momento, ele acreditava que a ideia não seria levada a cabo pelos três.
Com o depoimento deste quarto elemento, a Renault chegou à conculsão de que Briatore e Symonds realmente tinham participado efetivamente da farsa, ao lado de Piquet, e decidiu pela saída de ambos.
Briatore foi banido da F1 por ter planejado a batida de Nelsinho. Symonds, que também foi um dos mentores intelectuais da farsa, foi suspenso por cinco anos da categoria. Piquet ganhou imunidade graças à delação premiada, já que revelou o escândalo. E a Renault foi suspensa por dois anos, mas a sanção só vai ser cumprida se a equipe cometer outra grave irregularidade.
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MARCUS LELLIS
de São Paulo
Nelsinho Piquet denunciou. Pat Symonds deu a entender. Mas foi um quarto elemento, chamado pela FIA de Testemunha X (no original, Witness X), que entregou a farsa feita pela Renault, a mando de Flavio Briatore, no GP de Cingapura de 2008, de acordo com o relatório do julgamento do Conselho Mundial sobre o caso.
Esse integrante da equipe francesa, que não teve a identidade revelada, confirmou os planos para o acidente premeditado do brasileiro para beneficiar Fernando Alonso na investigação interna feita pelo time gaulês. Tanto a Renault como a FIA entenderam que o delator não compactuou com as ideias de Briatore, Symonds e Nelsinho, mas tinha conhecimento de tudo o que aconteceu.
| Charles Coates/Renault |
![]() |
| Um quarto elemento que sabia do plano entregou as cabeças de Briatore e Symonds para Renault |
A existência de um quarto elemento foi revelada pelo time francês em uma carta enviada à Federação Internacional de Automobilismo no dia 17 de setembro, um dia depois do anúncio das saídas de Briatore e Symonds. A identidade dele não foi revelada para não desencorajar outras pessoas que se encontrarem na mesma situação, seja neste caso ou em futuros.
A "Testemunha X" garantiu que não foi parte integrante do plano, o que fez a FIA considerar válida a sua denúncia. Entretanto, a entidade queria saber quem era a pessoa que tinha tantas informações. A Renault fez uma exceção e revelou o nome dele a Max Mosley e aos advogados da federação. A equipe também concordou em liberar seu empregado para dar um depoimento a um conselheiro externo da FIA, Paul Harris.
Nesse depoimento, a "Testemunha X" afirmou que ficou sabendo da ideia do acidente proposital através de um comentário de Symonds. Nesse momento, Briatore estava presente. O quarto elemento repudiou o plano – que, segundo disse o diretor de engenharia ao integrante da Renault, foi sugerido por Piquet –, mostrando-se sempre contrário à farsa. Esse encontro aconteceu depois do treino de classificação, no dia 27 de setembro.
Com a negativa, Symonds e Briatore não falaram mais sobre o assunto com essa testemunha. Por isso, o integrante anônimo não pensou mais sobre o caso, lembrando-se apenas quando o acidente de Nelsinho aconteceu. Até esse momento, ele acreditava que a ideia não seria levada a cabo pelos três.
Com o depoimento deste quarto elemento, a Renault chegou à conculsão de que Briatore e Symonds realmente tinham participado efetivamente da farsa, ao lado de Piquet, e decidiu pela saída de ambos.
Briatore foi banido da F1 por ter planejado a batida de Nelsinho. Symonds, que também foi um dos mentores intelectuais da farsa, foi suspenso por cinco anos da categoria. Piquet ganhou imunidade graças à delação premiada, já que revelou o escândalo. E a Renault foi suspensa por dois anos, mas a sanção só vai ser cumprida se a equipe cometer outra grave irregularidade.
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