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13/08 - 10:27

Ecclestone diz que ameaça de boicote da Fota foi incompreensível
Presidente da FOM afirmou que chefes de equipe se deixaram levar com promessas de rompimento com a FIA

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Mark Thompson/Getty Images
Ecclestone garantiu que deixaria F1 caso boicote se concretizasse

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O conflito entre FIA e Fota, que movimentou boa parte do noticiário da F1 nos últimos meses, parece ter se encerrado com a assinatura do novo Pacto da Concórdia, que garante a participação dos times por mais três temporadas. Com isso, restou aos dirigentes envolvidos na organização do esporte estranhar o comportamento dos times, que fizeram várias ameaças de boicotar o campeonato organizado pela FIA em 2010 — como Bernie Ecclestone: o presidente da FOM disse que a maioria dos chefes de equipe estão na F1 há muito pouco tempo para conhecerem o esporte, e se deixaram levar pelas promessas feitas durante a possibilidade de rompimento entre as duas partes.

Falando ao jornal "Today", de Cingapura, desta quinta-feira (13), o dirigente reclamou do comportamento da Fota e garantiu que largaria a F1 caso o boicote se concretizasse. "Estava conversando com alguém um dia desses sobre como a maioria destes dirigentes são novos no esporte. Eles não passaram por nenhum aprendizado, e não sabem o que tivemos de fazer para construir tudo no início. Eles só querem pegar tudo que puderem e desaparecer. E alguns deles, acredito, gostariam de fazer outras coisas e estarem no comando de algo", disse o inglês.

"Essas pessoas não estão nem mesmo no comando do que fazem hoje, então como eles acham que poderiam liderar algo tão grande como a F1? Mas é a opinião deles", continuou.

Bernie afirmou que a ideia de gerenciar sua própria categoria fez com que os líderes da Fota se deixassem levar pela animação, mas admitiu que uma série concorrente da F1 tornaria as coisas complicadas. "Este negócio já existe, e agora é fácil fazer o que fazemos ao invés de começar algo do zero. Eu não gostaria de comandar uma categoria rival da F1, com certeza."

"Não há nenhuma razão real para criar algo do gênero, nenhuma lógica. Como eu falei para algumas pessoas, aqueles que queriam boicotar se deixaram levar. O problema para eles é que fazem muito o tipo corporativo, enquanto este não é um negócio corporativo e, sim, de empreendedores", destacou Ecclestone.

Que, por fim, deu sua palavra de que, caso o boicote fosse confirmado, não participaria da "reconstrução" da F1. "Não teria nenhum sentido permanecer se tudo terminasse, teria? Acho que não valeria o esforço de reconstruir tudo. Tenho ainda bastante energia para fazer muitas outras coisas, e é isso que eu faria", concluiu o dirigente de 78 anos.

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