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31/07 - 17:41

Coluna Warm Up: BMW, Schumacher, Massa, Nelsinho...
Só nesta semana, duas bombas de grandes proporções: a BMW anunciou que deixa a categoria no fim do ano e a Ferrari chamou Schumacher para o lugar de Massa a partir do GP da Europa. E ainda tem o acidente de Felipe, e o futuro de Nelsinho e...

Flavio Gomes


A gente pode reclamar de tudo nesta temporada da F-1, menos de falta de assunto... Só nesta semana, duas bombas de grandes proporções: a BMW anunciou que deixa a categoria no fim do ano e a Ferrari chamou Schumacher para o lugar de Massa a partir do GP da Europa. E ainda tem o acidente de Felipe, e o futuro de Nelsinho e...

Bem, vamos por ordem cronológica. A saída da BMW só é diferente da da Honda porque os alemães não falaram da crise econômica para justificar a decisão. Mencionaram os maus resultados deste ano e as cascatas corporativas de sempre, “realinhamento”, “sustentabilidade”, essas baboseiras politicamente corretas.

Nota zero para a BMW. Comprou a Sauber em 2005, uma equipe sólida e de DNA puramente esportivo, traçou seus planos, começou a subir ao pódio, ganhou a primeira corrida no ano passado e ao primeiro sinal de fracasso tira o time de campo. E quem está batendo palmas e falando “eu disse, não disse?” é Max Mosley, que prega a redução de custos para atrair equipes independentes sob o argumento, cada vez menos constestado, de que as montadoras de automóveis não são confiáveis.

Não são mesmo. Desde o estouro da crise no ano passado, Honda e BMW deixaram a F-1. A Renault anunciou perdas no primeiro semestre de 2 bilhões de euros e pode fazer o mesmo. Subaru e Suzuki largaram o Mundial de Rali. A Audi abandonou a Le Mans Series. A Mitsubishi desistiu do rali Dacar. As grandes corporações vêem o esporte, cada vez mais, como uma ferramenta de marketing que pode ser descartada como uma campanha na TV ou em revistas. E isso é péssimo para o esporte.

Schumacher, agora. Grande tacada da Ferrari e baita homenagem a Felipe. O alemão não tem nada a perder. Corre sem obrigação nenhuma, numa equipe que não aspira mais nada neste ano. E vai que ganha uma corrida, algo perfeitamente possível neste Mundial tão maluco... Será uma atração e tanto. Mas não dá para engolir a mamata de andar com o carro novo. Se os testes estão proibidos, estão para todo mundo. Só que as equipes aceitaram. O que a Ferrari manda, elas aceitam. Ridículo.

Quanto a Massa, as notícias são as melhores possíveis e, agora, é dar tempo ao tempo para que ele volte em plenas condições. Não faz sentido apressar nada. O acidente foi gravíssimo. Alguns anos atrás, sem HANS e com capacetes menos resistentes, teria morrido. É possível que volte a correr neste ano. Há exemplos de pilotos que voltaram 100%, como Mika Hakkinen. Ele quase morreu em Adelaide/1995, e três anos depois conquistaria o primeiro de seus dois títulos mundiais.

Por fim, Nelsinho. O bate-boca público com Flavio Briatore no fim de semana de Hungaroring não pode ter outro desfecho que não seja sua saída da Renault. Não há mais clima. E já são muito fortes os boatos sobre uma associação de seu pai com a SuperNova, talvez assumindo o espólio da Sauber, para a montagem de um novo time.

Sobraram algumas linhas. Que dedico a Barrichello. Ele ficou muito abalado com os acidentes de Massa, Surtees e até Kanaan, na Indy. Falou em “sinais”, lembrou de Imola em 1994, ficou sinceramente deprimido.

Acho que Rubens nunca pensou tão seriamente em parar de correr.

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