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03/07 - 14:42

Coluna Warm Up: Gente como a gente
A febre do Twitter pegou os pilotos em cheio. E o que é melhor: são eles mesmos que escrevem, sem assessoria de imprensa, controle externo, nada. Ligação direta, com graça e simpatia. Estão conseguindo mudar a imagem que sempre tiveram de estrelas distantes, inacessíveis, entediadas, aborrecidas com a rotina da profissão

Flavio Gomes


A febre do Twitter pegou os pilotos em cheio. Nas últimas semanas, Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello reuniram mais de 40 mil "seguidores" em seus miniblogs, iniciando um relacionamento com seu público que jamais tiveram.

Nelsinho foi, digamos, o pioneiro entre a turma da F1. Sabe usar a ferramenta como poucos. O filho do tricampeão mundial é ágil na escrita e nas atualizações de sua página. No GP da Inglaterra, por exemplo, tirou fotos durante o desfile dos pilotos e poucos minutos depois já tinha colocado as imagens no ar. Fez o mesmo com fotos de Nelson-pai dando uma de churrasqueiro em Silverstone. E mais: quando perguntado pelos fãs sobre as chances de Alonso correr na Ferrari, tirou uma onda de todo mundo. "Eu sei o que ele vai fazer, mas não conto!", escreveu.

Empolgadíssimo, Nelsinho "twitta" o dia todo, onde quer que esteja. E agora deu para fazer promoções entre seus seguidores, sorteando viseiras autografadas, luvas, capacete e até macacão. É um sucesso na rede.

Barrichello entrou um pouco mais tarde, mas já pegou o espírito da coisa. Por suas mensagens no Twitter, seus "seguidores" souberam, por exemplo, que ele passou os últimos dias em Orlando, levou a família à Disney, marcou um jantar com Tony Kanaan (outro "twitteiro" de primeira), vai todos os dias à academia e pretende correr na Stock quando deixar a F1.

Aproveitou para perguntar aos torcedores qual capacete eles preferem que use em Nürburgring, o tradicional com laranja e azul, ou o amarelo com as cores da Brawn GP. Fará promoções também, distribuindo camisetas e bonés da equipe. E prometeu homenagear Michael Jackson se for ao pódio na Alemanha, trocando a infame sambadinha pelo passo "moonwalker" que o ídolo pop eternizou.

Barrichello, no Twitter, é @rubarrichello; Nelsinho atende por @NelsonPiquet_. João Paulo de Oliveira, Lucas di Grassi, Danica Patrick, Tony Kanaan, Massimiliano Papis, Antonio Pizzonia, Juan Pablo Montoya e Alex Tagliani são outros que eu tenho "seguido", nos últimos dias. É diversão garantida.

Alguns até cometem indiscrições engraçadíssimas. Montoya, por exemplo, só fala de comida. Diz que está com fome e que quando está com fome não é lá muito simpático. Sonha com a hora em que vai terminar o treino para mergulhar de boca em hambúrgueres, fritas e "ribs", espera pela hora do jantar com enorme ansiedade e faz o tipo "supersized", devorador de fast food americana, fazendo jus à fama de gorducho que sempre teve na F1.

E o que é melhor: são eles mesmos que escrevem, sem assessoria de imprensa, controle externo, nada. Ligação direta, com graça e simpatia. Estão conseguindo mudar a imagem que sempre tiveram de estrelas distantes, inacessíveis, entediadas, aborrecidas com a rotina da profissão.

No fundo, é tudo gente como a gente. E o Twitter é um golaço da internet.

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