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Mosley dispara: "Dançaram no meu túmulo antes de eu ser enterrado"
Max Mosley voltou a reclamar do comportamento da Fota e de Luca di Montezemolo, em especial, e ressaltou que não vai desistir da briga. O dirigente também falou que sofre pressão para se reeleger
Warm Up
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Definitivamente, a briga política na F1 está longe de acabar. O acordo firmando entre a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fota (Associação de Equipes da F1) pode ganhar um novo capítulo e a ideia de um segundo campeonato ainda não pode ser totalmente descartada. Em entrevista ao "The Mail on Sunday", Max Mosley despejou todo o seu descontentamento com o comportamento, especialmente, de Luca di Montezemolo após o anúncio do acerto entre as duas entidades, feito na quarta-feira (23) última em Paris, e disse que não vai fugir da luta.
O dirigente inglês afirmou que, por conta da maneira como a Fota encarou o acordo entre as partes, sofre, agora, grande pressão dos membros da federação máxima para tentar a reeleição. Sem esconder a ira com relação aos chefes das equipes, Mosley foi ainda mais além e destacou que os times cometeram o erro de dançar em cima de seu túmulo".
| Gareth Watkins/AP |
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"Eles cometeram o erro de dançar sobre o meu túmulo antes que eu fosse enterrado", declarou Max ao jornal britânico. "Não é bom que as equipes contratem uma agência de relações públicas para dizer que estou morto e enterrado quando ainda estou bem aqui. Estou sob pressão agora para tentar a reeleição", completou.
"Na verdade, não queria isso. Sinto que estou um pouco velho demais. Quando comecei, eu era velho o suficiente para ser pai de alguns jovens pilotos da F1. Agora, sou velho o bastante para ser o avô de alguns. Embora não me sinta assim, sei que pareço velho para eles. Por isso, desse ponto de vista, é realmente necessário que alguém mais jovem assuma esse cargo."
"Geralmente, quando você faz algo por 16 anos, como eu fiz, chega o momento de parar. Isso porque você se tornar um pouco obsoleto", acrescentou.
"E eu realmente quero parar. Mas se tivermos um grande conflito com a indústria de automóveis, por exemplo, ou com os times da Fota, então não poderei parar. E farei tudo que puder. Não é da minha natureza fugir da luta", disse.
Mosley também revelou que havia comentado apenas com Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F1, que não gostaria de se reeleger em outubro e destacou que o que mais o incomodou foi o fato da Fota ter passado a impressão de triunfo após o acordo estabelecido na quarta passada.
"Eles foram para a Itália e falaram à imprensa que haviam derrubado o ditador. Montezemolo deu a entender que somente eu dito as regras aqui, o que é absolutamente irreal", ressaltou.
"Não posso fazer nada, a menos que o Conselho Mundial concorde, e existem 26 membros, a maioria presidentes de importantes clubes do mundo. Todas essas regras foram aprovadas por essas pessoas. Dizer que sou um ditador é um disparate", completou. E o dirigente não poupou críticas ao presidente da Ferrari.
"Na quarta-feira, tive um conferência de imprensa em conjunto com Bernie e Luca. As equipes tinham nas mãos o negócio que queriam, que era a liberdade quanto à redução dos custos, desde que encontrassem uma solução para a Williams e para a Force India, que haviam feito inscrições incondicionais para o campeonato de 2010, além das três novas. Então, não havia mais nada para se falar."
"Mas Luca não conseguiu ficar quieto. E foi dito que eu não ficaria na FIA após outubro, o que era simplesmente falso. Como ex-presidente, eu tenho direito a uma cadeira no senado da FIA."
Por fim, Mosley afirmou que não espera uma retratação de Montezemolo. "Não espero que Luca vá me pedir desculpas ou retirar o que foi dito. Mas, por outro lado, no âmbito do esporte a motor ninguém o leva a sério. Ele é visto como aquilo que os italianos chamam de 'bella figura'. Ele é o presidente da Fiat, mas quem comanda seriamente a empresa é Sergio Marchionne", finalizou.
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