23/06 - 09:22
Mosley diz à FIA que não tem opção a não ser concorrer à presidência
Presidente da federação enviou carta aos membros da entidade afirmando que precisa responder aos "ataques injustos" feitos pelos times
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A crise política que pode provocar a ruptura da F1 em duas categorias diferentes a partir de 2010 tem tornado um mistério saber qual será o futuro de Max Mosley na FIA. Depois de o jornal "The Times" revelar que o presidente pode anunciar sua saída da entidade em outubro na reunião do Conselho Mundial que acontece na quarta-feira, a revista "Autosport" publicou nesta terça (23) que o dirigente enviou uma carta aos membros da FIA dizendo não ter outra opção a não ser concorrer novamente ao cargo de mandatário nas eleições deste ano.
Mosley deve se pronunciar oficialmente sobre o seu futuro na reunião de amanhã, que deve responder às ameaças da Fota sobre a criação de um novo campeonato. Mas, de acordo com a carta enviada à federação, o inglês garantiu que não vai se curvar ao desejo dos times e deixar a presidência, com a intenção de defender a FIA do que ele considera ataques injustos.
No documento, Mosley lembrou da confiança depositada nele pelos membros do Conselho quando da reunião que tratou sobre sua possível saída da FIA devido ao escândalo sexual no ano passado e afirmou que vai concorrer a um novo mandato para não deixar que a federação saia prejudicada do conflito — e também porque, segundo ele, não cabe aos times de F1 e às fabricantes de automóveis tentar decidir o que é melhor para a entidade.
Confira os principais destaques:
Nas últimas semanas, ficou bastante claro que um dos objetivos dos times dissidentes é de que eu deva renunciar à presidência da FIA. No ano passado, vocês me ofereceram confiança e, como eu escrevi em 16 de maio de 2008, não era minha intenção concorrer à reeleição em outubro deste ano.
Entretanto, devido aos ataques feitos ao cargo que vocês me confiaram, agora preciso refletir melhor sobre a minha decisão original de que não disputar a reeleição era correta. Cabe aos membros da FIA, e tão somente a eles, decidir democraticamente sobre a sua liderança, e não à indústria automobilística e, menos ainda, aos funcionários e empregados que comandam os times de F1.
Isso é um ataque ao direito da FIA de regulamentar o Campeonato Mundial de F1 e, pior, é uma crítica injustificada à toda estrutura e propósito da FIA. Nenhum presidente poderia deixar algo assim sem resposta... Nós também estamos preparando os procedimentos legais caso eles sejam necessários para proteger os direitos da FIA no seu campeonato e para dissuadir os times dissidentes da F1 de tomarem decisões ilegais.
O catalisador desse conflito atual foi a intenção da FIA de reduzir os custos da F1. Uma redução dos valores gastos é essencial para a sobrevivência dos times independentes. Sem eles, o campeonato ficaria totalmente dependente dos fabricantes de automóveis, que sempre entraram e saíram da categoria como queriam.
É extraordinário que, em um período em que as cinco montadoras envolvidas se veem em dificuldades financeiras e dependendo do dinheiro dos contribuintes, os seus times ameacem formar uma nova categoria para evitar que os custos da F1 sejam reduzidos. E queremos ver até que ponto os conselhos que comandam estas empresas vão permitir que recursos preciosos sejam desperdiçados desta maneira.
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