iG - Internet Group

iBest

brTurbo

02/10 - 19:41

O novo Schumi
A oficialização de Alonso era apenas uma questão de tempo, e agora a tendência é que o dominó derrube as pecinhas nos próximos dias

Flavio Gomes


A Ferrari escolheu Fernando Alonso para ser seu novo Michael Schumacher. O espanhol fechou um contrato de três anos, bastante duradouro, e há quem diga — a imprensa de seu país — que o compromisso é maior ainda, de cinco temporadas, com opção para uma sexta.

É mais ou menos o que o time de Maranello fez com o alemão em meados da década de 90, após as conquistas de seus dois títulos pela Benetton: uma aposta no longo prazo, que acabou se pagando com juros e correção monetária depois que pegou no breu. Se nos primeiros quatro anos, entre 1996 e 1999, não se viu sombra de taça, a paciência foi recompensada a partir de 2000, quando ele engatou cinco seguidos.

O asturiano, aparentemente, chega para encerrar a carreira vestido de vermelho. Aliás, ele mesmo disse isso quando chegou a Suzuka, nas suas primeiras entrevistas como novo ferrarista. “Depois de guiar uma Ferrari, não faz sentido dirigir outro carro”, falou, para alegria dos italianos. E, assim, Alonso terá tempo para realizar o que teve dificuldades para fazer em seus últimos anos erráticos, 2007 na McLaren, às turras com Lewis Hamilton e com a direção da equipe, e 2008 e 2009 na combalida Renault.

Deixa o time um piloto de quem a Ferrari não tem nada a reclamar. Kimi Raikkonen ganhou o título no primeiro ano de casa e ajudou na conquista de dois Mundiais de Construtores. Nesta temporada, com uma carroça abaixo da crítica, conseguiu até vencer um GP, em Spa. Seu destino deve ser a McLaren, onde se fala menos, como gosta o finlandês. Ou, até, o Mundial de Rali. Kimi, silencioso que é, não dá pistas do que quer fazer da vida.

O acerto dos italianos com Alonso pode ser recebido com alguma preocupação por Felipe Massa, embora ficar choramingando pelos cantos não seja o estilo do brasileiro. Mas não se pode negar o status com que o asturiano chega ao time. Vai ganhar 25 milhões de euros por ano e é a grande razão de o banco Santander ter resolvido investir uma fortuna na Ferrari, tornando-se seu principal patrocinador.

A vida, nesse sentido, será dura para Massa. E, além de tudo, Alonso é muito bom, o melhor da atualidade. Como dura será para Hamilton, tendo ao lado alguém como Kimi, caso se confirme a contratação. Se os dois times fizerem bons carros para 2010, dá até para ficar animado com o próximo Mundial.

A oficialização de Alonso era apenas uma questão de tempo, e agora a tendência é que o dominó derrube as pecinhas nos próximos dias. Além de Raikkonen na Ferrari, logo será confirmada a transferência de Robert Kubica para a Renault. Rubens Barrichello não deve ficar na Brawn. Está muito perto da Williams, que perderá Nico Rosberg para a Brawn. Heikki Kovalainen está acertando sua volta à Renault.

No primeiro escalão, é isso. No segundo, há muita curiosidade para se saber onde — e se — estarão três brasileiros no ano que vem: Bruno Senna (Force India?), Lucas di Grassi e Nelsinho Piquet (Campos?). O tempo dirá.

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

Comente



Leia mais sobre

Topo

Enviar notícia por e-mail

Corrigir notícia

Se encontrou algum erro nessa notícia, por favor preencha os campos abaixo:

Contador de notícias