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Zico critica Blatter e vê necessidade do uso de tecnologia

¿Não é ele que passa quatro anos trabalhando e é eliminado por causa de um gol com a mão¿, disse o treinador após jogo em que foram testadas

Levi Guimarães e Paulo Passos, iG São Paulo |

O ex-jogador Zico foi um dos participantes do amistoso entre as seleções paulista e carioca no qual foram testadas novidades como cartão azul, número ilimitado de substituições e a possibilidade de um lance polêmico ser analisado em vídeo durante a partida. Após o jogo, ele deixou claro considerar que chegou a hora de a tecnologia ser aproveitada para acabar com os frequentes erros no futebol.

Numa Copa do Mundo você não pode ter uma bola entrando um metro e o gol não ser validado. Ou o cara dominar a bola com a mão e a jogada continuar, disse o treinador da seleção carioca relembrando o gol não validado do inglês Lampard nas oitavas de final da Copa de 2010 contra a Alemanha e o lance de Thierry Henry que classificou a França e deixou a Irlanda fora do mesmo Mundial.

O Galinho criticou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por declarações contrárias ao uso da tecnologia para corrigir erros de arbitragem no futebol. Na época da Copa da África do Sul, o dirigente disse que tais erros faziam parte do futebol e seriam até um fator importante para a paixão pelo esporte.

Não é ele [Blatter] que passa quatro anos trabalhando e é eliminado por causa de um gol com a mão, disse Zico quando questionado a respeito da opinião do principal cartola do futebol mundial, mais uma vez citando o fatídico lance de Henry contra a Irlanda.

Apesar de ser a favor da tecnologia, porém, Zico não aprovou totalmente o teste realizado na noite desta quinta-feira. A cada lance polêmico o jogo era paralisado e uma votação entre os dois capitães e os cinco representantes da arbitragem decidia a validação ou não da jogada, um processo que chegou a demorar quase três minutos. Outro modelo, com menos opiniões envolvidas, foi a sugestão de Zico para melhorar a ideia.

Outra mudanças experimentada e não aprovada por Zico foi o cartão azul, que expulsaria um jogador de campo por dez minutos. O temor do ex-jogador é que, tendo a opção de dar o cartão azul, os juízes passassem a poupar atletas que cometessem faltas violentas de serem expulsos. Além disso, o tempo de dez minutos parado seria suficiente para aumentar o risco de lesão na hora que o jogador punido voltasse a campo.

Por fim, o número de substituições ilimitadas (inclusive com a possibilidade de um jogador sair e depois voltar para o jogo) também foi questionado. Para Zico, a mudança até pode ser colocada em prática, mas nos moldes do futebol de areia, onde o jogo não precisa ser parado a cada substituição.

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