Tamanho do texto

Empresa responsável pela obra pode desistir da implosão e derrubar parte do estádio na mão

Como tudo na Arena, a implosão de parte das numeradas e da arquibancada exatamente ao seu lado, a limão, virou novela. Depois de colocar o dia 4 de dezembro como uma data para que a construção viesse abaixo, o Palmeiras muda novamente o discurso e diz que agora as obras podem sofrer mudanças no procedimento técnico.

Segundo o diretor administrativo e homem forte da Arena, José Cyrillo Jr., a WTorre, empresa de engenharia responsável pela obra, volta a analisar a possibilidade de derrubar a arquibancada na demolição e não mais com implosão.

"Eles estão analisando de novo. Vão ver se é melhor implodir ou se é melhor demolir na mão. Parece que tem uma diferença de custo nisso e por isso tudo pode mudar", disse Cyrillo sem muita empolgação e sem saber ao certo a economia que a mudança pode gerar.

A mudança de planos se justifica não só pelo motivo financeiro. Para implodir, o Palmeiras precisaria de uma autorização da subprefeitura da Lapa, que já estava demorando para acontecer. Como a reforma seria feita com dinamite, seria necessário paralisar o trânsito da região e tomar algumas medidas de precaução que tornam a burocracia ainda maior.

Segundo Cyrillo, o resto das obras segue normalmente. Fica cada vez mais difícil, no entanto, imaginar que a Arena estará de pé no fim de 2013 como diz o plano inicial. A todo momento a burocraria cria barreiras. A implosão, que estava programada para o meio de novembro, pode acontecer só no fim do próximo mês.

    Leia tudo sobre: futebol
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.