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William fala da demissão do Corinthians e diz não se arrepender

Ex-gerente falou ao iG sobre sua conturbada saída e minimizou visita "fora de hora" na terça-feira

Bruno Winckler, iG São Paulo |

William Machado, capitão do Corinthians por três anos e gerente de futebol do clube por 24 dias, falou pela primeira vez sobre seu pedido de demissão do cargo diretivo do clube. E disse que não se arrepende da decisão tomada no último dia 2 de março. Menos de um mês depois de assumir uma função no departamento de futebol, o ex-jogador de 34 anos decidiu encerrar seu novo vínculo com o Corinthians por "divergências internas". 

"Mas isso não significa que tenha brigado com ninguém", disse William, ao iG, por telefone, algumas horas depois de visitar o CT corintiano pela última vez antes de iniciar seus primeiros planos pós aposentadoria, que incluem um intercâmbio na Europa e algumas aulas de inglês. 

"Até fui ao CT para mostrar que não tem nada de errado. Eu que achei melhor sair (da gerência de futebol) porque vi que tinha outras prioridades. Agora posso me dedicar a elas", disse William, negando qualquer briga além das tais "divergências" com os diretores de futebol, Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves. O Corinthians ainda procura um substituto para William na gerência de futebol do clube.

Confira a entrevista que William concedeu ao iG na terça-feira.

AE
William com Tite no dia da sua apresentação como gerente, dia 7 de fevereiro

iG: Essa visita ao Corinthians duas semanas depois da sua saída pegou muita gente de surpresa. O que foi fazer lá? Não foi uma visita meio fora de hora?
William Machado: Eu ainda tenho muitos amigos no clube e sei que sempre vou ser bem recebido, não foi fora de hora. Queria visitá-los antes da minha viagem (de intercâmbio). Só isso, não tem nada de mais.

iG: Mas você saiu do clube de uma forma conturbada. Houve divergências com a diretoria e você alegou isso como o motivo da sua demissão.
William: Divergência não é briga. As pessoas têm de entender isso. Eu saí porque achei que não poderia contribuir da forma que eu queria. Bem simples, sem drama como foi colocado por muita gente. Não me arrependo. Falei com todo mundo lá, não fui falar com ninguém especificamente.

iG: Mas não teve nenhum tipo desentendimento mais grave em relação às negociações, principalmente do Willian Magrão? O Duílio (Monteiro Alves, diretor de futebol) falou de “incompatibilidade de pensamento”.
William: Não saí por causa disso. Eu decidi que estaria mais feliz se me dedicasse à minha empresa, a Redoma (consultoria financeira), que montei no ano passado e que está começando ainda. Falei com o Duílio hoje, não tem problema nenhum. (Foi o diretor que recebeu William na visita que fez ao clube na terça-feira)

iG: E os planos de intercâmbio?
William: Por causa desse tempo no Corinthians perdi 24 dias da minha vida e não pude ver mais as coisas da viagem, que eu achei que só aconteceria no ano que vem. Quando saí é que comecei a ver melhor isso e agora, se tudo der certo, viajo no dia 30 de março para Londres. Está tudo muito corrido, e tenho que resolver algumas coisas em Belo Horizonte (sua cidade natal) e na minha empresa ainda antes de viajar tranquilo sem pendência nenhuma.

iG: Nessa sua visita ao Corinthians, você acabou encontrando o Mano Menezes...
William: Pois é. Foi uma feliz coincidência. Não sabia que ele ia passar lá hoje. Foi bom revê-lo antes da minha viagem.

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