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Futebol
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Washington: "Não gostaria de sair sem ao menos dar um tchau"

Coração Valente afirma que gostaria de entrar em campo pelo menos mais uma vez com a camisa do Fluminense

Marcello Pires, enviado iG a Mangaratiba |

O anúncio do fim de sua carreira, uma das mais belas e admiráveis da história, não tem mais volta, mas a ideia de não poder mais entrar em campo ainda não foi bem assimilada por Washington. Ao se despedir do futebol repentinamente, longe da multidão, sem marcar e com o coração partido, o agora ex-atacante afirmou que gostaria de entrar em campo pela última vez com a camisa do Fluminense para dizer adeus à torcida do clube que aprendeu a amar.

Com os olhos marejados e a cabeça a mil, o Coração Valente admite que ainda não teve tempo para pensar no assunto. Humilde, ele diz que prefere deixar a homenagem para os dirigentes do clube das Laranjeiras decidirem, mas não descarta um jogo de despedida diante do torcedor do Fluminense.
“Eu gostaria, mas não sei. Depende do Alcides, do Muricy, do futebol do Fluminense. Claro que gostaria de me apresentar novamente para a torcida, fazer uma grande despedida. Vamos amadurecer alguma coisa. Não gostaria de sair sem ao menos dar um tchau", afirmou o maior artilheiro de uma edição do Campeonato Brasileiro, com 34 gols.

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Washington ganha o abraço das filhas ao anunciar sua aposentadoria do futebol, aos 35 anos


Acostumado a marcar gols, certamente seria mais fácil para Washington dizer adeus dentro de campo, com a camisa 9 que ele fez história em vários clubes. Fora, diante do microfone e com um lenço na mão, o atacante mal conseguiu falar quando tentou agradecer o carinho do torcedor do Fluminense.
"É difícil dizer alguma coisa. Só posso agradecer toda torcida do Fluminense. Recebi carinho de muita gente, até de clubes em que não joguei. Mas aqui me senti em casa, consegui dar uma grande alegria e só posso dizer: 'Obrigado, torcida tricolor”, disse, emocionado, o jogador.

Washington diz que nunca quis ser exemplo de vida, mas foi. Não só para seus companheiros, mas como para muitas pessoas que um dia pensaram em desistir por alguma razão. Orgulho das pequenas Ana Carolina, de 8 anos, e Catarina, de 3 anos, o jogador não imaginava que ao sair de Brasília ainda garoto fosse conquistar tantas coisas e tanta gente.

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Washington se emocionou em sua última coletiva
"O filmezinho começa a passar. Desde a saída de Brasília, passando pelo Caxias, por clubes importantes fora e dentro do país, até o retorno ao futebol após praticamente encerrar a carreira. Agradeço ao Doutor Constantini, que comprou a briga e me deixou em condição de voltar ao futebol. Um dos meus maiores orgulhos é saber que fui exemplo de vida para algumas pessoas. Que seja uma, mas que dei o exemplo. Muitos mandam mensagem e dizem que o que fiz fez com que superassem seus problemas. Esse é o maior legado que levo da minha profissão", lembrou o jogador.

Emotivo, Washington disse que um dos momentos mais difíceis foi encarar seus companheiros e contar a novidade. Ele admite que tentou evitar o contato com o grupo antes do anúncio oficial.
“Foi difícil olhar para eles. São amigos, companheiros, e eu sabia que não iria aguentar. Sabia que ia chorar muito, por isso tentei fugir deles. Sei que cada um tem uma palavra de conforto, de força, e só vou ter boas lembranças desse grupo maravilhoso que me proporcionou uma das maiores alegrias da minha carreira", afirmou o atacante, que jamais pensou em jogar por outro clube.

“Não me vejo vestindo a camisa de outra equipe que não seja o Fluminense. Nesse momento da carreira, se não fosse aqui, não seria em lugar nenhum. Encerrei a carreira no clube que aprendi a amar".

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