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Vivo/Minas terá que pagar R$ 50 mil por ato racista de torcedora

STJD puniu o clube mineiro depois do oposto Wallace ser chamado de "macaco" em jogo da Superliga

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

O ato racista de uma torcedora do Minas Tênis Clube resultou em uma multa de R$ 50 mil para o clube mineiro. Na tarde dessa quarta-feira, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) do Vôlei acabou punindo por unanimidade o clube a pagar a multa por conta da ofensa proferida ao oposto Wallace em partida contra o Sada Cruzeiro pela Superliga masculina de Vôlei.

Leia mais sobre o caso: CBV repudia insulto racista e leva o caso para o STJD

A partida era válida pelo returno da primeira fase da competição. O clássico mineiro era muito disputado quando uma torcedora, não identificada, gritou das arquibancadas: "seu macaco, volta para o zoológico". Wallace ficou transtornado com a atitude e disse ao final da partida que poderia ter "feito uma bobagem" caso tivesse conseguido identificar a autora do ato racista. Na ocasião, o Minas repudiou as ofensas e disse que elas não se encaixam na filosofia do clube.

O insulto foi relatado na súmula da partida e o clube mineiro foi denunciado no artigo 243-G, § 2º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que diz: “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

Como o ato foi praticado por uma torcedora não identificada, o artigo prevê que "a pena de multa prevista poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de 720 dias".

O Minas Tênis Clube informou que irá recorrer da decisão do STJD. Por se tratar de um crime previsto também no Código Penal Brasileiro, os autos do processo serão encaminhados para o Ministério Público de Minas Gerais para julgamento em justiça comum.

 

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