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Vitória e Icasa empatam em jogo tenso

Luiz Ricardo e Neto Baiano marcam em partida com expulsões e muita reclamação da arbitragem

Gazeta |

O empate entre Vitória e Icasa neste sábado, no estádio do Barradão, por 1 a 1, foi recheado de polêmicas e confusões do início ao fim, terminando com dois jogadores expulsos e policiais invadindo o gramado para fazer proteção ao árbitro. O resultado, ruim para os dois lados.

A estratégia do Icasa desde que a bola começou a rolar era clara: marcação forte e contra-ataque veloz. Ciente de que a força do torcedor no Barradão poderia inflamar o time do Vitória, os cearenses trabalharam para evitar a troca de passes dos adversários. E tiveram sucesso na iniciativa.

O Jogo

Os anfitriões só conseguiram construir jogadas pelo talento individual de seus jogadores. No primeiro minuto de jogo, o lateral Nino, que vem se destacando no Vitória, dominou uma bola e avançou pela direita. No cruzamento, que deixaria Neto Baiano de cara para o gol, a zaga do Icasa afastou o perigo.

Aos seis minutos, Marquinhos roubou uma bola e tocou para Mineiro, que usou a velocidade a seu favor e deixou rivais para trás. Durante a progressão, adiantou demais e perdeu a bola. No lance seguinte, o clima esquentou pela primeira vez no Barradão. Neto Baiano e Marcelo Pitol se desentenderam na área e o goleiro se jogou no chão, simulando agressão. O árbitro apenas repreendeu os dois e assinalou o escanteio.

AE
Jogadores do Vitória mandam mensagem ao técnico do Vasco, Ricardo Gomes, internado desde o último domingo

Mesmo sem ainda ter conseguido empreender nenhuma jogada eficiente, foi o Icasa quem abriu o placar. Aos 13 minutos, Luiz Ricardo bateu de longe, quase sem perigo, mas o goleiro Fernando rebateu para dentro da área. João Salles não titubeou e marcou seu primeiro gol com a camisa do Icasa.

Aos 26 minutos, o jogo esquentou. Depois de um chute de Nino sair pela linha de fundo, alguns jogadores se desentenderam no meio do gramado. A troca de empurrões o ofensas culminaria em um cartão amarelo para cada lado, além da discussão entre os técnicos Márcio Bittencourt e Vagner Benazzi.

Depois da confusão, o Vitória se animou e partiu pra cima. Fernandinho cruzou do lado esquerdo para a cabeceada de Neto Baiano, que foi para fora. O time baiano continuaria tentando avançar, com Nino, sem sucesso. Os últimos minutos do primeiro tempo seriam de muita emoção. A bicicleta de Uelliton para linda defesa de Marcelo Pitol e o chute forte de João Salles, que também morreu nas mãos do goleiro, que saltou no ângulo.

Do ponto de vista emocional, o segundo tempo foi ainda mais exaltado, o que não se refletiu dentro de campo, onde os jogadores do Vitória se empenharam em tentar igualar o placar e os do Icasa se preocuparam em proteger.

Logo aos três minutos, foram os cearenses que tiveram a primeira chance. Após um bate-rebate na área, o zagueiro Ramon pegou a sobra na pequena área, sem marcação, mas bateu para fora. A reação não tardou. Três minutos depois, era a vez de Geovanni cobrar escanteio pela direita e Mineiro fuzilar, para fora. No lance seguinte, novamente Geovanni construiu jogada pela direita e cruzou. Lúcio Flávio invadiu a área e errou a bola.

Aos 14, em lance rápido, Neto Baiano perdeu um gol inacreditável depois de dominar a bola no ombro, ficar livre na área e bater para fora, indo com as mãos à cabeça. Cinco minutos mais tarde, a demora do goleiro Marcelo Pitol de recolocar a bola em jogo irritaria aos jogadores do Vitória, que foram pressionar a arbitragem. Fábio Santos colocou o dedo no rosto do goleiro do Icasa, que se atirou no gramado. A encenação rendeu cartão amarelo para o jogador.

Dos 25 minutos em diante, o Vitória não quis mais saber de construir jogadas e trocar passes. Na base do desespero, investiu em chutes de fora da área que poucas vezes encontraram o gol.

No único lance de lucidez na segunda etapa, Fábio Santos foi derrubado por dois jogadores dentro da área. O árbitro assinalou a penalidade, gerando revolta dos jogadores do Icasa. Na cobrança de Neto Baiano, bola em um canto, goleiro no outro. Na comemoração, o camisa nove do Vitória fez uma dancinha provando Marcelo Pitol, que não reagiu dessa vez, mas deu mostras do clima quente da partida.

Janilson, um dos autores do pênalti, foi tirar satisfação com o árbitro e acabou expulso, enfraquecendo ainda mais o desgastado Icasa, que só assistiu o Vitória pressionar até o apito final e apostou no goleiro Marcelo Pitol, que não deixou a bola passar.

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