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Virou rotina: trabalho de Roth volta a ser contestado no Inter

Torcida gaúcha pressiona outra vez pela saída do treinador. Dirigente diz que "por enquanto" ele fica

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

Divulgação
Torcedor criou o site foraroth.com.br para protestar. Blog já recebeu mais de 400 comentários e mais de 800 indicações no Twitter
O técnico Celso Roth não encontra sossego em Porto Alegre. A dúvida a respeito da qualidade do seu trabalho é algo quase sempre presente. Em menos de um ano de Inter ele já teve o seu cargo contestado por inúmeras vezes.

O último capítulo é o de agora. O Inter jogou muito mal, perdeu para o Jaguares, no México, e desperdiçou a chance de conseguir a vaga antecipada na Libertadores.

Também ficou longe de ter a melhor campanha da primeira fase. Na internet, pelas redes sociais, nas emissoras de rádio, nas ruas de Porto Alegre os seguidores do Inter pedem a saída de Celso Roth. Até um site foi criado para tentar sensibilizar os dirigentes. A diretoria promete cobrança e banca a permanência (por enquanto).

“Neste momento, fica”, disse o vice de futebol Roberto Siegmann sobre a permanência do técnico, em entrevista para a Rádio Gaúcha.

O histórico recente do Inter indica que os dirigentes podem não esperar muito para uma troca de comando. O uruguaio Jorge Fossati era semifinalista da Liberatdores do ano passado e mesmo assim acabou perdendo o emprego.

Cronologia de insatisfações começou no momento da contratação do técnico:
Roth chegou ao Beira-Rio em junho de 2010. Na época, o torcedor queria Felipão, Muricy Ramalho, Adilson Batista, Abel Braga, Paulo Roberto Falcão.... Acabou vindo Celso Roth.

Em um primeiro momento a rejeição foi muito grande. O treinador gaúcho já tinha outras duas passagens pelo Inter. Roth chegou, ganhou a semifinal e a final da Libertadores e amenizou as cobranças.

Elas não tardariam a chegar. Ainda no segundo semestre de 2010 a torcida exigia o título Brasileiro. Roth falava insistentemente na obsessão pelo Mundial, que seria disputado no fim do ano. Consequência: o time poupou titulares várias vezes no Brasileirão e foi sétimo colocado.

O auge das reclamações veio no dia 14 de dezembro de 2010. O time que tanto se preparou para o Mundial acabou perdendo na estreia da competição para o desconhecido Mazembe. A saída de Roth era dada como certa. A dúvida é se seria demitido ainda em Abu Dhabi ou no retorno para Porto Alegre. Na verdade, nem a demissão seria necessária, pois o contrato do treinador terminava em 31 de dezembro. A diretoria pensou, repensou e renovou o contrato, estourando de vez a revolta na torcida.

2010 começou, o time só voltou à campo em fevereiro e o torcedor se acalmou um pouco. Meados de fevereiro, os titulares haviam entrado em campo apenas quatro vezes. A estreia com empate na Libertadores e a eliminação do time B do primeiro turno do Gauchão esquentaram o clima outra vez. Chegou a se cogitar a contratação de Dunga.

Vieram as três vitórias na Libertadores, a recuperação no segundo turno do estadual, e Roth “firmou-se” outra vez. A estabilidade durou menos de um mês. Veio a derrota para o Jaguares e Roth balança novamente. A diretoria assegura a permanência, mas o ambiente vai ficando cada vez mais desgastado.

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