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Vídeo: Veja bastidores da arbitragem da final da Taça Guanabara

Entre no vestiário dos árbitros, confira polêmicas, concentração e treinamento antes da decisão vencida pelo Flamengo no Engenhão

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

nullA arbitragem da final da Taça Guanabara, vencida no domingo pelo Flamengo, que enfrentou o Boavista no Engenhão, transcorreu sem maiores problemas. Mas, por trás da segurança de Marcelo de Lima Henrique e seus assistentes, há um exaustivo trabalho de treinamento e orientação para que, na hora do espetáculo, erros não ofusquem as estrelas de fato, os jogadores. A reportagem do iG obteve acesso exclusivo aos bastidores de toda a preparação para o confronto, que terminou 1 a 0 com gol de falta de Ronaldinho Gaúcho. O trabalho feito pela comissão de arbitragem (Coaf) da Federação do Rio (Ferj) aponta para uma profissionalização da categoria.

A preparação começou no sábado, com almoço na concentração, um hotel de gabarito na orla do Recreio dos Bandeirantes. Após a refeição com vista para o mar, um breve descanso antes de um treino com mais de duas horas de duração. A prática, realizada em um campo de um clube a dez minutos do hotel, englobou repetição de fundamentos, reprodução de situações de jogo e também adaptação ao novo sistema de comunicação no qual a Ferj investiu cerca de 90 mil euros. O aparato serve para proporcionar uma troca de informações em tempo real dos seis árbitros que atuam no campo – o Rio de Janeiro passou a usar dois árbitros adicionais atrás dos gols, medida que agora está sendo testada oficialmente com aval da Fifa –, além do chamado "quarto" árbitro.

null"É uma iniciativa que veio para ficar. O equipamento é o mesmo usado pelos árbitros da Uefa", disse Jorge Rabello, presidente da Coaf, que há dois anos teve a ousadia de testar, por conta própria, dois árbitros extras atrás dos gols. A ideia deu certo e, neste Campeonato Carioca, a medida, antes usada apenas na fase final, vale para todos os jogos como teste oficial da Fifa, que avalia incluir os novos assistentes na Copa do Mundo de 2014.

Marcelo de Lima Henrique, árbitro da final da Taça Guanabara, elogiou a inclusão dos novos assistentes, e especialmente a concentração um dia antes da partidas, evitando problemas como o que sofreu em 2007. "Faz a diferença. Em 2007, antes de apitar a final, fui assaltado. Fui abordado por dois menores, que entraram no meu carro, roubaram todo o material e só consegui ir à delegacia prestar queixa e partir para apitar uma decisão com toda essa carga negativa", contou.

No vestiário da arbitragem, fica clara a tentativa de profissionalização. O preparador físico Paulo Barroso e o fisiologista Eric Godói fazem testes sistemáticos para medir frequência cardíaca, perda de peso e usam até GPS para verificar o deslocamento do árbitro na partida. "Estamos escrevendo um artigo e já observamos, por exemplo, que apenas os policiais do Bope trabalham com uma frequência cardíaca acima dos árbitros. O batimento cardíaco quando vão ao combate equivale ao dos árbitros quando entram em campo para enfrentar essa responsabilidade", explicou Barroso.

Nas gravações feitas pelo iG, polêmicas como a disputa pela bola da final entre Marcelo de Lima Henrique e os funcionários do Boavista, clube que teve um atleta expulso na partida. No fim, o árbitro teve a bola devolvida, após reclamar de falta de cordialidade. "No dia em que a bola do jogo não for do árbitro, acabou o futebol", comentou no vestiário.

A equipe de arbitragem que trabalhou no Engenhão teve como Marcelo de Lima Henrique como árbitro principal; Dibert Pedrosa e Luiz Antônio Muniz como assistentes; Carlos Eduardo Braga e Lenílton Rodrigues Júnior como árbitros adicionais; Agnaldo Xavier Farias como quarto árbitro (reserva do árbitro principal) e Marcelo Braz Mariano como segundo quarto árbitro (reserva dos assistentes). O técnico de arbitragem foi o vice-presidente da Coaf, José Carlos Santiago.
 

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