Principal ídolo da história recente do Palmeiras, goleiro teve sua aposentadoria anunciada pelo clube nesta quarta-feira

Um dos maiores ídolos da história do Palmeiras , Marcos decidiu parar de jogar aos 38 anos por conta as dores crônicas que sente há anos e que o impediam de ter uma sequência de jogos.

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Natural de Oriente, no interior paulista, e contratado ainda jovem do desconhecido Lençoense em 1992, Marcos estreou neste mesmo ano pela equipe principal do Palmeiras em amistoso contra a Esportiva de Guaratinguetá. Em partidas oficiais, porém, o goleiro esperou quatro anos para ter sua oportunidade. Em 1996, participou da goleada por 4 a 0 sobre o Botafogo-SP e defendeu o primeiro pênalti de sua carreira. No mesmo ano, ainda na reserva palmeirense, foi convocado para a seleção brasileira pelo ex-técnico Zagallo.

A consagração com a camisa do Palmeiras veio em 1999, na disputa da Copa Libertadores. Curiosamente, a oportunidade apareceu graças à lesão do então titular Velloso. Marcos assumiu o gol na quarta rodada da competição e acabou como um dos principais nomes da campanha que terminou no título inédito. Nas quartas de final diante do Corinthians, passou a ser chamado de ‘São Marcos’ devido a suas atuações decisivas. Depois da conquista contra o Deportivo Cali, da Colômbia, foi considerado o melhor jogador do torneio continental.

Em 2000, voltou a enfrentar o Corinthians pela Libertadores e, desta vez, a vitória sobre o arquirrival teve um gosto ainda melhor para os torcedores. A classificação para a decisão do torneio naquele ano veio em um pênalti de Marcelinho Carioca, maior ídolo corintiano, defendido pelo arqueiro palmeirense.

O auge da carreira de Marcos, no entanto, chegou em 2002. Homem de confiança de Luiz Felipe Scolari, foi o titular do Brasil na Copa do Mundo daquele ano. Novamente com atuações destacadas, brilhou na competição, em especial nas oitavas de final contra a Bélgica e na decisão contra a Alemanha, e ajudou a seleção a garantir o pentacampeonato.

Ainda em 2002, o goleiro sofreu com a queda do time do Palestra Itália para a Série B do Brasileirão. No ano seguinte, recusou proposta do Arsenal, da Inglaterra, e ficou no clube paulista e aceitou a missão de levá-lo de volta à elite do futebol brasileiro. Mas a fase mais difícil de sua vida do veio entre 2006 e 2007, quando lidou com sucessivas lesões (musculares, na clavícula e no braço direito). Participou somente de 14 jogos em cada uma dessas temporadas.

Marcos ensaiou uma volta por cima em 2008, quando liderou o elenco palmeirense ao primeiro título paulista do time desde 1996. O goleiro manteve certa regularidade quanto ao número de partidas naquele ano e no seguinte. Em 2008 disputou 61 dos 70 jogos da equipe. Em 2009, esteve em 54 dos 71 compromissos, mas voltou a sofrer com contusões em 2010, quando sofreu uma lesão na coxa direita e passou por uma artroscopia no joelho esquerdo.

Entre os momentos de altos e baixos, não foi apenas uma vez que o jogador cogitou sua aposentadoria. Inicialmente, Marcos a programava para o fim de 2009, mas a boa fase do Palmeiras no Campeonato Brasileiro o fez mudar seu pensamento. Já em março de 2010, tocou no assunto ainda em campo durante partida contra o Santo André, válida pelo Paulistão, depois de falhar em gol do adversário. Com a volta de Felipão ao clube, chegou a declarar uma mudança de planos novamente e a chance de atuar até os 40 anos, mas acabou por rever a decisão no início de 2012.

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