Partida contra o Porto Alegre, neste domingo, pelo Campeonato Gaúcho, será em gramado artificial

Renato Gaúcho ensaiava uma cobrança de escanteio. Disse para Pessalli cobrar curto a Escudero. Este deveria devolver, em jogada combinada, perto da área. O passe foi forte ao ponto de quase sair do controle do colega. Então, veio a orientação:

“Foi bom, Escudero, mas te liga que aqui a bola rola mais rápido”.

Escudero treinou no gramado sintético e vai jogar
Hector Werlang
Escudero treinou no gramado sintético e vai jogar

O exemplo acima revela uma das orientações que o Grêmio terá de ter ao enfrentar o Porto Alegre, neste domingo, às 16h, no gramado sintético do estádio Passo d’ Areia, o primeiro chancelado pela Fifa no Brasil. No treino de sábado, no local da partida, a maioria dos jogadores tiveram o primeiro contato com este tipo de piso. Foi o caso de Willian Magrão:

“Estranhei sim e meu joelho (direito, operado no fim do ano passado) doeu um pouco. Deu para perceber que é preciso direcionar muito bem o passe para frente porque, se errar o passe, não vai comprometer lá atrás. A velocidade da bola é diferente, e a batida dela no chão também muda”.

Além dos passes, da velocidade da bola e do impacto no solo mais duro, o sintético obriga outro cuidado. O São José, clube dono do estádio (o Porto Alegre alugou pois o seu não tem capacidade mínima de 20 mil pessoas), por exemplo, contratou um fisiologista para monitorar eventuais problemas nos jogadores. Uma dica repassada ao Grêmio é controlar o calor nos pés dos atletas, maior na grama artificial. Neste caso é necessário molhar os pés.

Do time que irá atuar, dois jogadores já tiveram a experiência do sintético. Escudero foi campeão mundial sub-20, em 2007, no Canadá, atuando em estádios com grama artificial ao lado de Agüero e Di Maria. Seu ex-clube, o Boca, também treina em um campo não natural. Então...

“Estou adaptado. Não creio que terei dificuldades. Será uma partida importante e vou me empenhar para fazer da melhor maneira”, afirmou.
No mesmo ano, porém, no Equador, no sul-americano, Bruno Collaço foi campeão com a seleção brasileira em piso sintético. O lateral-esquerdo lembra que o time demorou a se adaptar:

“Quem nunca jogou talvez tenha um pouco mais de dificuldade. É um gramado duro, que solta muita borracha e deixa a bola “viva”, quicando mais. É preciso ter atenção no domínio e no tempo das jogadas.”

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