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Veja o que Rogério Ceni falou após marcar o 100º gol da carreira

Goleiro agradece à família, técnicos e lembra como foi no seu início de carreira

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Rogério Ceni comemorou neste domingo o 100º gol de sua carreira. O goleiro marcou na vitória por 2 a 1 do São Paulo contra o Corinthians e colocou a Arena Barueri para sempre na sua história.

O goleiro dedicou o seu gol a vários técnicos, à família e também aos torcedores. Ele comentou como foi o início dessa ideia e quais são os seus próximos objetivos após essa grande conquista.

Confira as melhores respostas de Rogério Ceni na coletiva deste domingo:

nullO que você sentiu quando a bola entrou e você viu a explosão de fogos? Você acha que o árbitro foi rigoroso de te dar o amarelo?
Rogério Ceni: Acho que não, passei por ele e falei: ‘Nunca tomei cartão amarelo por comemoração, mas hoje você está na sua razão’. A regra é igual para todo mundo e não é o momento comemorativo que muda isso. Eu fui com muita convicção, foi do jeito que eu achei que poderia ser. Começou na mesma posição, no mesmo lado do meu 1º gol. E chegou o número 100 também na cobrança de falta. Eu queria que fosse de falta. Ainda teve a importância do jogo, um clássico paulista, com grandes profissionais, um bom público e a festa de maneira geral. Se desse para imaginar um final melhor, não um final, porque ela não se encerra aqui, mas não dava para ser melhor.

Qual a importância desse gol ter saído contra o Corinthians?
Rogério Ceni:
Na verdade, a grandeza dos clubes de São Paulo se dá através dos concorrentes, dos grandes adversários. O público tem todo direito de brincar e nós temos o dever de sermos profissionais. O adversário poderia ser qualquer um. Claro que era um jogo especial. Eu já fiquei 14 jogos sem perder e nós estávamos há 11 sem vitória. Esse gol ocasionou algo importante, que foi a vitória. Mas a gente não deixa essas coisas extrapolarem. Foi importante, foi legal, mas a grandeza do São Paulo depende do Palmeiras, Corinthians, Santos e vice-versa.

O Júlio César vai ficar marcado para sempre na história...
Rogério Ceni:
Eu vi o Júlio crescer. Tem até uma passagem engraçada sobre isso: Eu estava nos Estados Unidos e fui assistir basquete em um ginásio com 20 mil lugares. Nem sabia que ele estava lá e comprei quatro entradas. Quando eu cheguei a cadeira era do lado dele. Três anos depois disso, fiz o gol. Fico muito feliz de ver ele conseguir a afirmação no Corinthians, é uma valorização dele, ainda mais com a capacidade do Corinthians. Ele também foi tentar fazer o gol dele, a vida é assim. O futebol é profissional, a festa é daqueles que vestem a camisa do São Paulo, dos torcedores, mas o respeito é sempre grande de um para o outro.

Quem te pediu para bater falta pela pr imeira vez? E o Mário Sérgio, o único que pediu para você não bater?
Rogério Ceni:
Com ao Mário eu aprendi uma coisa: É preciso ter hierarquia dentro de uma entidade. Não foi algo que foi bom pra mim, mas foi bom para entender os que obedecem, os que decidem. Eu tenho certeza que hoje ele mudaria de opinião, como ele já falou. Com relação ao início da carreira, foi em 1996, quase ninguém batia falta e vários meninos foram emprestados. Aí o Telê sempre pedia para eu chegar meia hora mais cedo e tomei a iniciativa meio que por conta própria. Queria agradecer ao treinador de goleiro da época, o Muricy, que teve a personalidade de me autorizar a efetuar a primeira cobrança. Se não fosse pela posição firme, em 1997, talvez eu não teria chegado a essa marca. Eu não falo muito de Deus, mas eu acredito na dedicação e no trabalho. Tem histórias que são escritas. Foi um momento que nem nos sonhos eu conseguiria fazer 100 gols de uma maneira tão plena.

E os seus gols que a Fifa não considera?
Rogério Ceni:
Eu não pude servir o exército, não posso comemorar gol no exército. Não vejo problema nenhum em a Fifa não computar. Os outros dois gols aconteceram, com registro, com público. Se tivesse que mudar isso, mudaríamos uma contagem desde Chulapa e vários outros.

null Depois de conquistar Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial, você chega agora a 100 gols. Você é o melhor da história do São Paulo?
Rogério Ceni:
Temos gerações e gerações. Como eu poderia me comparar com Raí, Leônidas, e tantos outros jogadores? E eu sou goleiro, é uma comparação injusta. Mas dentro da historia que e me propus, provavelmente ficarei na memória de muita gente. Você não pode escolher de cada um. Cada um marca a sua época. E levará consigo na memória.

Você acha que sentiu a mesma emoção de Pelé?
Rogério Ceni:
Eu sou melhor que o Pelé no gol. E só. Para mim foi muito importante, pois essa identificação do Pelé com o Santos foi ficando escassa, né? E a minha fidelidade para o São Paulo foi muito grande. No gol, eu poderia desafiar o Pelé.

Você acha que algum outro goleiro vai alcançar essa marca?
Rogério Ceni:
Acho que é possível diante da modernidade que alguém atinja. Acho difícil que consiga 56 gols de falta, mas em pênalti pode ser que consiga. Antes de eu parar ninguém vai chegar. E aí é mais um jeito de ser lembrado mais pra frente. É legal.

Você só bate pênaltis desde 2005. Se batesse desde sempre, quantos gols você teria?
Rogério Ceni:
Eu acredito que se tivesse batido pênaltis eu estaria em 150 gols. Pela média. Mas isso é irrelevante agora.

É especial fazer 100 gols em cima do Corinthians para dar o Centenada para eles? Você esperou de propósito o Corinthians?
Rogério Ceni:
É uma pergunta bacana do programa de vocês (CQC, da Rede Bandeirantes), sempre bem humorado. Mas na minha posição não se escolhe. Fiz cinco gols esse ano. Não perdi o pênalti de propósito contra o Bragantino, né? Então acho que o torcedor vai brincar, vai associar, mas para mim, se tivesse acontecido no último, eu teria feito.

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