Papel nos vestiários do Palmeiras pede cuidado com Gilto Avalone, membro do COF e suposto dedo duro

O vazamento de um bilhete fixado nas paredes de algumas salas da Academia de Futebol do Palmeiras levantou suspeita contra um conselheiro aliado do ex-presidente Mustafá Contursi. O iG apurou que funcionários que vivem no dia a dia do futebol culpam Mauro Marques pelo recado tornar-se público. O aviso pede cuidado com Gilto Avalone, que, segundo a mensagem, teria informações privilegiadas.

Marques tem ligações com a FPF (Federação Paulista de Futebol) e usa desse artifício para ter passe livre na Academia. O detalhe é que o bilhete estava fixado há quase uma semana e o vazamento só aconteceu após a segunda-feira, quando ocorreu um treino fechado na Academia de Futebol. Apenas Mauro Marques e membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) estiveram presentes no local, já que jornalistas não podem acompanhar os treinos fechados.

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Na sexta-feira, por exemplo, vários dirigentes estiveram no local de treinamentos do Palmeiras para presenciar a chegada de Maikon Leite, mas nenhum teve acesso ao bilhete, especialmente por não terem permissão para entrar em qualquer sala da Academia.

Mauro Marques também já teve problemas na época em que o vice-presidente de futebol era Gilberto Cipullo. Também usando do artifício de que tinha ligações com a FPF, Mauro conseguia livre acesso, mas acabou afastado depois de dirigentes daquela época suspeitarem de que ele levava informações sigilosas para Mustafá Contursi algo semelhante com o que acontece hoje. Na época, o ex-presidente fazia parte da oposição àquela gestão.

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O vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, o presidente, Arnaldo Tirone, Luiz Felipe Scolari e outros membros do clube buscam proteger o elenco de polêmicas da política interna, há anos muito conturbada. Por isso, ainda no meio do Paulistão, uma norma de que apenas Tirone e seus vices estavam autorizados a entrar nos vestiários em dias de jogos foi instituída.

Mauro Marques se diz apolítico

O conselheiro Mauro Marques se defendeu das acusações e disse que não faz parte de nenhum grupo político no clube. Segundo ele, o Palmeiras tem várias facções, mas ele tem bom relacionamento com a maioria dos conselheiros, especialmente por ter cargo na Federação Paulista de Futebol. Em contato por telefone com o iG, Marques ainda destacou que é amigo de Gilberto Cipullo e que seu problema na gestão passada foi exclusivamente com o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. Ele ainda afirmou que não viu o bilhete que foi espalhado no vestiário e em outras salas da Academia de Futebol.

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