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Futebol
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Vasco vence e fica com um pé nas semifinais da Taça Rio

Time faz 2 a 1 na Cabofriense e estará classificado antecipadamente se Flamengo ou Americano tropeçar neste domingo

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

nullSó um desastre tira o Vasco das semifinais da Taça Rio. Com a vitória de 2 a 1 sobre a Cabofriense, neste sábado, em São Januário, o time pulou para 16 pontos e tem praticamente uma das vagas do Grupo A nas mãos. Melhor: derrota do Flamengo (12) ou empate do Americano (11) no complemento da rodada, domingo, dará à equipe comandada por Ricardo Gomes a classificação antecipada.

O dever de casa do torcedor fica sendo, com isso, secar os adversários. O rival rubro-negro tem o clássico com o Botafogo, no Engenhão. Já o time de Campos recebe o Fluminense, em Macaé. A tabela, na teoria, beneficia o Vasco, que, além de ter enfrentado o lanterna - e agora rebaixado - Cabofriense, terá pela frente o modesto Olaria, no outro domingo, dia 17.

O jogo

AE
Bernardo comemora gol marcado na vitória do Vasco
Como só a vitória impediria a queda para a Segunda Divisão carioca, a Cabofriense se arriscou no ataque. A exposição permitiu que o Vasco aproveitasse os espaços. Assim, aos 9 minutos, Bernardo arrancou pela esquerda, balançou na frente de um marcador e cruzou para Alecsandro. O goleiro Flávio salta e evita, de tapinha, a conclusão do atacante.

O lance foi um ensaio do ritmo que os donos da casa iriam imprimir sobre o adversário. Aos 14, em uma mesma jogada, o grito de gol ficou entalado. Após cruzamento de Anderson Martins, Alecsandro, de cabeça, na pequena área, obrigou Flávio a uma defesa espetacular. No rebote, o zagueiro Dedé ficaria livre para marcar, mas foi puxado – pênalti que o juiz não viu. 

A partir daí, o Vasco não saiu mais da intermediária da Cabofriense. Aos 18, Bernardo recebeu pela lado esquerdo da grande área, viu a penetração de Eder Luis na outra extremidade e cruzou para o camisa 7, que finalizou de primeira, mas a bola carimbou o travessão. 

No minuto seguinte, porém, Bernardo mostrou como se faz. O meia recebeu de Eder Luis na marca do pênalti, teve calma de se livrar de um zagueiro, ajeitou novamente e, com categoria, tocou no canto direito do goleiro, que nada pôde fazer. Foi o sexto gol do meia em dez partidas. Na comemoração, o jogador fez com as mãos o símbolo da paz, em alusão ao assassinato de 12 crianças esta semana em Realengo, Zona Oeste do Rio. 

O gol fez o Vasco diminuir o ímpeto. Isso permitiu investidas do adversário. Num rápido contra-ataque, Zotti ficou com o rebote de uma defesa com os pé de Fernando Prass e chutou para o fundo da rede: 1 a 1. O jogo voltou a ser disputado. Tanto a luta contra o rebaixamento quanto a briga pela classificação antecipada estavam abertas. 

O Vasco teve a chance de marcar o segundo. Numa bela bola enfiada por Bernardo para Eder Luis, o atacante atrasou para Felipe, que emendou de primeira, com a perna direita, que não é a boa, e Flávio novamente fez uma difícil defesa. A resposta da Cabofriense veio com Zotti, após rápida cobrança de escanteio: chute na rede, pelo lado de fora. 

Na volta do intervalo, o Vasco deu impressão que estaria mais ligado no jogo. Tanto que logo com um minuto de bola rolando, Felipe arriscou da entrada da área, mas a balou saiu à esquerda de Flávio. Mas, a exemplo do fim da segunda etapa, o time adversário deu os seus sustos em Fernando Prass. Aos 7, o goleiro teve de se esticar todo no ângulo direita para evitar o gol de cabeça de Luciano Totó. 

Sem tirar o brilho vascaíno nos últimos jogos, mas as vitórias têm aparecido somente quando o adversário perde um jogador por expulsão. Foi assim, recentemente, contra Bangu e ABC. Aos 11 minutos, Leandro Assumpção, que já tinha cartão amarelo, cometeu entrada desleal em Rômulo e acabou advertido com o vermelho. 

O campo ficou mais aberto para o Vasco, que criou algumas chances de gol. Felipe, Leandro e Alecsandro arriscaram de onde desse. Nervosos, os jogadores viam o tempo passar e passaram a abusar dos passes errados. Na melhor oportunidade, aos 33, Rômulo, livre, chutou para mais nova defesa brilhante do goleiro da Cabofriense. Aos 37, André Oliveira salvou uma bola de bicicleta, em cima da linha. Na sequência, Leandro acertou o travessão.

Até que, aos 40, Allan é derrubado por Zé Carlos na grande área. O árbitro assinala pênalti, que Alecsandro cobra, dois minutos depois, garantindo a suada vitória vascaína. Apesar do resultado, não era noite do Vasco. Felipe de longe foi o jogador que vem desequilibrando e a torcida, inconformada, vaiou o técnico Ricardo Gomes.

FICHA TÉCNICA – VASCO 2 x 1 CABOFRIENSE
Local: São Januário, Rio
Data: 9 de abril de 2011, sábado
Horário: 18h30 (Horário de Brasília)
Árbitro: Antônio Frederico dos Santos (RJ)
Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes (RJ) e Andréa Izaura Maffra (RJ)

GOLS:

Vasco: Bernardo, aos 19 minutos do primeiro tempo; e Alecsandro, aos 42 do segundo tempo. Cabofriense: Zotti, aos 34 minutos do primeiro tempo

CARTÕES AMARELOS: Luciano Totó, Leandro Assumpção, Anderson Martins, Fellipe Bastos, Léo Itaperuna, Zé Carlos, Ramon CARTÃO VERMELHO: Leandro Assumpção

VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos (Leandro), Bernardo (Enrico) e Felipe; Alecsandro e Eder Luis

Técnico: Ricardo Gomes

CABOFRIENSE: Flavio, Wagner, Zé Carlos, André Paulino e Everton; Luciano Totó, Marcelo Cardoso, Diego Sales (Arílson) e Zotti (André Oliveira); Léo Itaperuna e Assumpção

Técnico: Lucho Nizzo

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