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Futebol
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Vasco tem sido um time com brilho múltiplo de craques

Felipe hoje é o protagonista. Jeferson e Bernardo já cumpriram este papel. Prass destaca qualidade do grupo

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

As recentes atuações de Felipe sugerem um curioso debate no Vasco: ao contrário de times cuja boa fase é atribuída apenas a um jogador, em São Januário a realidade é diferente. A equipe comandada por Ricardo Gomes mostra suas várias faces. A todo instante, uma estrela brilha mais que a outra.

O ano começou com Jeferson se destacando. Depois veio o brilho de Bernardo. Por último, a maestria de Felipe. Entre os jogadores, a rotatividade no posto de craque do time se deve à qualidade do elenco, o que não ocorria desde o início da década.

Fotocom
Felipe tem sido apontado o craque do Carioca por alguns especialistas
“Isso mostra como o nosso grupo tem bons jogadores”, frisa o goleiro Fernando Prass. “Uma hora você tem o Bernardo, depois o Felipe, depois outro e mais outro e mais outro. Se fosse um só se destacando o campeonato todo, seria dependência. Mas isso não acontece. Nosso elenco tem qualidade e qualquer um pode resolver”, completou o capitão vascaíno.

Quando a temporada começou, Jeferson, que havia sido emprestado ao Avaí no Campeonato Brasileiro, virou o craque do time. A seu favor, tinha o fato de Felipe ainda estar se readaptando o futebol brasileiro (o meia passou os últimos cinco anos no Catar) e Felipe Bastos estar machucado. Em fevereiro, além da recuperação de Bastos, o clube trouxe Bernardo, emprestado pelo Cruzeiro.

Bernardo logo chamou a atenção do técnico Ricardo Gomes. Entrava sempre no segundo tempo até que assegurou a condição de titular contra o Duque de Caxias. Foi justamente nesta partida de Jeferson perdeu a posição. Autor de um gol a destaque da partida, o meia fez mais bonito na partida seguinte, contra o Madureira.

O Vasco venceu o tricolor suburbano por 4 a 2 e Bernardo, inspirado, marcou três vezes. Na oportunidade, Gomes pediu que não criassem expectativa em cima de quem atuara poucas vezes, pois seria uma prognóstico precipitado. Sábias palavras. Depois dos clássicos contra Botafogo e Fluminense, o jogador foi o banco de reservas.

Quando Bernardo apareceu bem, Felipe foi um belo coadjuvante. Teve participações tão boas quanto o companheiros. Porém, discreto, deixou que Bernardo deitasse na fama. Quis o destino que o meia perdesse a posição e ele assumisse sozinho o papel de craque. Pela regularidade, Felipe vem sendo apontado por alguns especialistas como o destaque do Campeonato Carioca. Rótulo, aliás, que o camisa 6 dispensa.

“Não jogo sozinho. Jogo com os meus companheiros. Minha alegria é estar ajudando o Vasco”, disse Felipe.

Hoje, Jeferson e Bernardo são opções para o segundo tempo, enquanto Felipe é a principal arma de Gomes na armação das jogadas. Foi o treinador, aliás, que pediu a reintegração do meia logo que assumiu o time, no começo de fevereiro. Desde cedo apostou que Felipe poderia ser útil para o grupo.

“Não podíamos era botar pressão nele. Felipe precisava recuperar a confiança aos poucos. E dela viria o bom futebol”, disse o treinador.

A boa fase do camisa 6 não significa que outros jogadores não terão seus 15 minutos de fama. O elenco tem ainda nomes como Diego Souza, Leandro e Alecsandro, todos com experiência e títulos nas costas. O zagueiro Anderson Martins prevê que em breve outro jogador estará repetindo esse sucesso.

“Mas isso depende muito do momento, do adversário. De acordo com a partida, com as circunstância do jogo, alguém se destaca. É isso que tem acontecido”, analisou o zagueiro.
 

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