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Futebol
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Vasco também sofre com a falta de estrutura

Time se reapresenta nesta terça e treina em área da Marinha para preservar o gramado de São Januário

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

A polêmica saída do técnico Muricy Ramalho, um dos motivos foi a falta de estrutura do Fluminense, remete os clubes do Rio a um problema crônico: há duas décadas, a criação de centros de treinamento não sai do papel. No Vasco, o técnico Ricardo Gomes sente na pele. O grande exemplo disso esta na reapresentação desta terça-feira. Para preservar o gramado de São Januário, o treino será no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), uma área da Marinha, no bairro de Olaria.

As razões estão estampadas na estrutura do clube. São Januário tem apenas um campo, o que força a diretoria a alternar as atividades com bola com outras áreas. Nenhum gramado resiste à rotina de treinos e jogos durante a temporada. No caso do futebol carioca, o quadro é ainda pior. Com o fechamento do Maracanã para obras com vistas à Copa do Mundo de 2014, o estádio do Vasco e o Engenhão sofreram aumento considerável de jogos.

O diretor-executivo do Vasco, Rodrigo Caetano, explica as razões que levam o gramado a ficar tão castigado. “O problema não são os jogos, e sim os treinos. Em um jogo, você não utiliza tanto determinada área do gramado como nos treinos. Por exemplo, por que se coloca lona na grande em trabalhos de finalização? A grande área é o local mais castigado. Ali se treina defesa, ataque, cruzamentos e os treinos dos goleiros. A lona é uma solução para minimizar o desgaste da grama”, conta Caetano.

O clube tem um projeto – será mais um que não sairá do papel? – de criar mais um campo na área atrás das cabines de rádio. O terreno recebe há alguns anos dois campos de dimensões reduzidas de grama sintética, onde funcionam as escolinhas.

“Estamos estudando a criação de mais um campo. Isso ajudaria bastante”, disse o diretor-executivo.
Para quem dirigiu o São Paulo, considerado o clube de melhor estrutura no Brasil, Ricardo Gomes sente a diferença. Antes, jogou e trabalhou em Portugal e na França. Ao voltar para o Rio – foi revelado pelo Fluminense, depois comandou o tricolor e o Flamengo -, se depara com condições desfavoráveis de trabalho.

Fotocom
Ricardo Gomes vem sofrendo com os problemas de estrutura no departamento de futebol do Vasco


Gomes conta que no caso do Vasco, especificamente, o ônus está na falta de mais um ou dois campos. Para evitar situações de deslocamento como a desta terça, o clube deveria dispor de mais gramados. Em São Januário, o extinto hotel-concentração construído pelo ex-presidente Eurico Miranda, em 2003, hoje abriga atletas das divisões de base e serve de restaurante e dormitório para o time profissional quando há treino integral.

O vestiário, recém-reformado, oferece banheiras para massagem. A sala se musculação, ainda que modesta, não cria a necessidade nos jogadores de frequentarem academias particulares. A principal carência é o número de campos.

“O ideal é ter uns três. Você divide o grupo para treinos específicos. Manda um para cada campo. Isso facilita e ajuda no trabalho”, comentou o treinador.
 

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