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Vanderlei Luxemburgo rebate matéria e nega vício no pôquer

Técnico do Flamengo não negou prática do jogo, mas disse que ela nada tem a ver com rendimento profissional. Leia o longo texto publicado por ele em seu site

Gazeta Esportiva |

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Após a publicação na internet de trechos de uma matéria na Revista ESPN, na qual se relaciona a queda de rendimento de Vanderlei Luxemburgo como treinador de futebol à um suposto vício na prática do pôquer, o técnico do Flamengo publicou nesta sexta-feira, em seu blog pessoal, uma declaração rebatendo tais acusações.

Se mostrando até surpreso com os fatos a serem mostrados na publicação, o comandante não negou a prática do jogo, mas disse que a mesma nada tem a ver com seu rendimento profissional. Além disso, afirmou que nunca esteve nas mesmas mesas que atletas citados, como Carlos Alberto, do Vasco, e Denilson, agora comentarista.

No final, Luxemburgo ainda alega que o jogo "não passa de uma brincadeira saudável com familiares e amigos próximos".


Confira abaixo, na íntegra, o comunicado do treinador:

Li, estarrecido, em certo site da internet, um esboço de matéria que a Revista ESPN promete lançar ainda neste mês de novembro sobre meu comportamento extra-campo.

Confesso a vocês que diante do trailler que o autor do texto, Augusto Amaral, deu a público nos últimos dias através da mídia eletrônica, fiquei entre dois sentimentos; não sabia se saía à procura do maldoso que é o maior inventor de mentiras que já apareceu na imprensa, ou se dava gargalhadas, diante de tantas asneiras e fantasias a meu respeito.

Nunca ouvi falar de Augusto Amaral. Ele é jornalista? Acho que daria um grande escritor de ficção! Seria ele comediante?

Li e reli a matéria que ele promete trazer às bancas de jornal neste mês e cheguei à conclusão de que o tal Augusto Amaral não é nem jornalista, nem comediante, nem escritor de ficção. É, na verdade, mais um caluniador que passa a integrar o grupo de percevejos que escrevem apenas para incomodar a minha honra pessoal e profissional.

Nunca fui querido pela ESPN e nunca me preocupei com a forma hostil com que os integrantes daquela emissora me tratam. Na ESPN se encontram perseguidores escancarados da minha carreira, um deles tem verdadeira obsessão por mim, é incapaz de dizer três palavras sem me atacar, só não tem coragem de me encarar frente a frente, quando o processo sequer comparece às audiências, acho que no fundo tem vergonha de olhar nos meus olhos. É condenado sempre, mas como o lobo, perde o pêlo mas não se emenda, não perde o gosto pela maldade.

A matéria que Augusto Amaral e a Revista ESPN prometem tem como título "O último blefe de um jogador" e quer, ao que parece, convencer o público de que minha carreira estaria em descendência porque eu seria viciado no jogo de pôquer, que eu era viciado no jogo do bingo, mas que, com o fechamento dos bingos eu o teria trocado pelo baralho, que eu estaria passando noites em rodas de pôquer ao lado de atletas do meio do futebol, inclusive, (!) e que estaria perdendo importâncias milionárias que me levam à banca rota. As noites insones evidentemente seriam a razão pela qual eu não teria mais condições de treinar uma equipe de futebol. Este é o sentido da maldade e da mentira que pretendem entulhar goela abaixo nos leitores. Este é o novo delírio que meus detratores urdiram para alimentar uma perseguição pública bem conhecida, que nunca termina.

Querem me prejudicar, não admitem o meu sucesso, não consentem ver-me trabalhando em paz, dói aos invejosos assistir aos meus triunfos.

Meus amigos:

Frequentei sim, casas de bingo em São Paulo, sempre acompanhado de minha família e de amigos íntimos. Considero o jogo de bingo um excelente passatempo, quando sorvido moderadamente. Ainda é comum no seio das famílias os jogos de tômbola, desde cedo em minha casa, quando criança, minha família, como tantas outras, jogava, 'Tômbola', que não é nada mais nada menos do que o 'Bingo' dos tempos atuais.

Não vejo nada de mal nisso.

Gosto sim, de jogar pôquer. O pôquer é um jogo de inteligência, emocionante, uma diversão deliciosa que preenche magnificamente as horas de lazer.

Tal como o bingo, o pôquer é jogado amiúde entre amigos e entre familiares desde os tempos imemoriais!

Desde a minha juventude jogo pôquer sempre que posso, tenho parceiros de pôquer que são meus amigos desde essa longínqua época! Dentre meus parceiros estão familiares próximos!

A tal Revista ESPN, que eu sinceramente não conheço e que nunca li, e o jornalista Augusto Amaral, de quem também jamais ouvi qualquer menção, propagam pela internet que vão contar na edição de novembro que eu jogo pôquer com o Denílson e com o Carlos Alberto (atletas profissionais), que eu perco R$ 200.000,00 por noite, me disseram até que vão escrever que eu perco R$ 1.000.000,00 por semana!

Maldades, calúnias!

Nunca joguei pôquer com o Carlos Alberto ou com o Denílson, ou com atletas com os quais convivo como treinador, nunca perdi tais astronômicas importâncias, se as perdesse estaria pedindo esmolas na rua, nunca deixei de dormir por causa de jogo de bingo ou de baralho, meu negócio é ser técnico de futebol!

Quanto abuso, quantas mentiras!

Aliás, há muito tempo não jogo pôquer.

Outro dia revelei ao Galvão Bueno e a outros jornalistas, no "Bem Amigos" que fazíamos grande rodas de pôquer nas concentrações, eu e tantos jogadores, na época em que eu ainda jogava bola. Isso nunca nos prejudicou, o Flamengo ganhou tudo naqueles anos de ouro!

Desde os tempos em que treinei o Palmeiras não jogo uma boa e divertida partida de pôquer.

Perdi contacto com os velhos amigos com os quais me entretinha às vezes, nas raras horas de folga, jogando pôquer em São Paulo.

Nunca houve qualquer exagero.

E sabem de uma coisa?

Estou mesmo precisando jogar um poquerzinho com os amigos do peito. Sempre me diverti com o pôquer e enquanto o fiz cansei de ganhar títulos no futebol, essa diversão sadia sempre me serviu como um delicioso relax!

Mas não tem jeito, os invejosos não me esquecem, nem meu lazer escapa da ira dos incorrigíveis perseguidores.

Não consentirei que uma vez mais enxovalhem meu nome. Querem atribuir-me agora a fama de jogador de baralho inveterado, querem insinuar que eu troco a minha carreira de técnico pelas noitadas e jogatinas milionárias, querem enfim, como sempre, atribuir-me comportamento vicioso e desqualificado.

Repudio todas essas afirmações, nenhuma calúnia vai me desviar do intento de seguir meu trabalho com toda a dedicação à frente do Flamengo, estou focado no Flamengo, não conseguirão impedir o time do Flamengo, sob minha direção, de voltar a alcançar as maiores glórias.

Meu advogado, Dr Antonio Carlos Sandoval Catta-Preta, já foi por mim alertado e está, assim com eu, atento.

Esperaremos a publicação da revista.

Caso seja necessário irei, como de hábito, às últimas conseqüências para resgatar a minha honra perante o Poder Judiciário.

Desculpem-me, se me alonguei.

Era necessário esse esclarecimento prévio.

Desejo sucesso e paz a todos, que Deus os ilumine e os livre da inveja.

Vanderlei Luxemburgo

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