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Valdivia detona dirigente e ameaça sair

Meia pediu respeito para continuar no Palmeiras em 2011 e criticou a atuação de Wlademir Pescarmona

iG São Paulo |

Valdivia rompeu o silêncio e não poupou palavras contra o diretor de futebol do Palmeiras, Wlademir Pescarmona. O meia afirmou que a história que vazou para a imprensa sobre o documento que pedia para ele tomar cuidados é mentirosa. Segundo ele, nenhum jogador foi obrigado a assinar esse pedido. Além disso, o jogador pediu respeito da diretoria se quiserem que ele continue no Palestra Itália.

"O Pescarmona fala mal dos jogadores, fala mal do time e o jogador não pode falar? Chega. Quando o Pescarmona falou que talvez meu problema era psicológico, eu fui lá e falei com ele. Ele disse 'não, eu nunca quis falar isso. Eu quis tirar sarro da imprensa'. Então quando a gente quer esclarecer, as pessoas nunca falam 'foi isso mesmo que falei. As pessoas que falaram isso, sobre o documento, é mentira. O documento não foi entregue para todo mundo. Foi exclusivo para mim. Eles estão desconfiando de mim, como se eu não fosse me tratar, que para mim o Palmeiras tanto faz. Eu voltei dos Emirados, ganhando salário menor do que eu ganhava", disse Valdivia em entrevista à rádio "Eldorado/ESPN".

"Eu gosto do Palmeiras. Tenho uma história no time, seja curta, com poucos títulos. Mas a molecada gosta de mim. Eu gosto, minha família gosta do Palmeiras. Já tive proposta do São Paulo, do Cruzeiro, do Flamengo e não aceitei. Se eles me quiserem no Palmeiras, eles vão começar a me respeitar. Se não quiserem, a gente senta, conversa, discute e vê o melhor jeito para eu sair do Palmeiras. Não vou mais aguentar que as pessoas falem mal de mim", completou.

Valdivia mostrou muito inconformismo com a história do documento que foi entregue ao Sindicato do Futebol. O intenção do Palmeiras era forçar Valdivia a se tratar e a tomar cuidado com tudo o que ele fosse fazer nas férias. Uma multa de 40% do salário estava prevista caso ele não respeitasse os pedidos elaborados pela comissão técnica.

Sem conseguir a assinatura, o clube entregou o documento ao Sindicato do Futebol para que medidas legais pudessem ser tomadas se fosse necessário no futuro.

"Quem estava machucado no final da temporada, ninguém assinou. Quem saiu de férias machucado foi o Edinho, o Pierre, o Lincoln e o Marcos. E nenhum deles assinou esse documento. O único cara que o Felipão e o Pescarmona quiseram que assinasse era o Valdivia. Quem falou que todos assinaram é mentiroso. Não vou assinar um documento se eu estou saindo de férias. E ainda tinha uma multa de 40%", explicou, para depois fazer mais um desabafo.

"Quando eu cheguei, minha programação era de jogar de 20 a 30 dias depois. Isso não foi atendido. Eu fui obrigado a jogar antes de ficar pronto. Isso nunca ninguém fala. No primeiro jogo do Brasileiro, eu levei uma pancada e não conseguia jogar. Fui lá e consegui jogar, pois jogo muito do Palmeiras e insistiram para eu voltar. Quando eu estava machucado e estava jogando eu era legal, estava ajudando o Palmeiras. Quando não deu mais, quando rompeu, eu era o cara rebelde, que desrespeitava o clube, começaram a falar que eu queria sair. Eu nunca falei nada, mas agora chega. Não vou mais aguentar as pessoas falarem mal de mim", finalizou.

Valdivia é motivo de discussão internamente. Vários conselheiros da oposição afirmam que a sua contratação foi muito cara e que nada foi pago até hoje. Diretores da situação, pressionados, começaram a ficar irritados com a lesão que o tirou da reta final do Brasileiro e da Copa Sul-Americana e pressionaram o jogador e o departamento médico do clube.

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