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Vágner Mancini é o técnico que mais mudou de time desde 2009

Técnico do Ceará ficou surpreso ao saber do seu recorde, mas mostrou que encara as trocas com naturalidade

Allan Brito, iG São Paulo |

Gazeta Press
Ao chegar no Ceará, Vágner Mancini assumiu seu quinto clube em pouco mais de dois anos
Entre os técnicos que estão em clubes da primeira divisão do futebol brasileiro, Vágner Mancini é aquele que mais mudou de time desde 2009. Ele assumiu o Ceará na semana passada, depois que Dimas Filgueiras virou coordenador de futebol. Ao saber do recorde, Mancini admitiu estar surpreso, quis discutir os números, mas opinou que não vê problemas nessas constantes mudanças.

"Se você está em uma equipe e o momento não é bom, pra que dar sequência? O time tem direito de trocar o treinador. E o treinador tem direito de trocar de time", comentou Mancini, em entrevista ao iG. Nos últimos dois anos e quatro meses, ele passou por Vitória (duas vezes), Santos, Vasco, Guarani e agora está no Ceará.

Para ele, todas essas mudanças foram naturais, e os times não estão errados por insistirem na estratégia de trocar de técnico frequentemente. "Não seria legal eu falar que A ou B está errado. Isso depende do trabalho, do planejamento, do que foi feito. Tem que agir de acordo com cada momento", comentou.

Vágner Mancini já acumulou trabalhos de curto e longo prazo em sua curta carreira. Em 2010, por exemplo, treinou o Guarani por oito meses. Mas seu trabalho anterior, no Vasco, durou apenas três meses. Ele explica que o momento de trocar de técnico varia de acordo com cada caso. "O que adianta ficar em um lugar que o trabalho não é reconhecido e o ambiente não é bom? Então, depende. Nenhum clube é igual a outro. Nenhum técnico é igual a outro", declarou.

Apesar das constantes mudanças de clube, Vágner Mancini conseguiu disputar finais por Santos (Campeonato Paulista de 2009) e Vasco (Taça Guanabara de 2010), chegando a afirmar agora: "Eu me considero um técnico top". Ele também foi campeão da Copa do Brasil de 2005, pelo Paulista, e do Campeonato Baiano de 2008, pelo Vitória. Foi ele também que trabalhou com Neymar e Paulo Henrique Ganso quando esses jogadores começaram a atuar entre os profissionais.

Mancini comenta com orgulho os seus feitos e parece não se incomodar com demissões. "Não guardo mágoa de maneira nenhuma. Mágoa é uma coisa que não quero que esteja na minha vida. É lógico que você fica chateado, mas isso passa", disse, para depois lembrar que essas trocas estão cada vez mais comuns.

Adilson Batista
Um aproveitamento de mais de 60% dos pontos não foi suficiente para segurar o técnico Adilson Batista por mais de dois meses no Santos. Ele teve dificuldades com a campanha do time na Libertadores, sofreu com a pressão da torcida e foi demitido. Agora, no Atlético-PR, é o recordista de mudanças desde 2010 entre os técnicos da primeira divisão.

Nessa quarta-feira, um jogador que está sob o seu comando, o experiente meia Paulo Baier, criticou o excesso de trocas de técnicos. “O mais difícil de tantas mudanças fica para o jogador lidar. É que cada treinador tem uma filosofia de trabalho, e o elenco acaba tendo que se adaptar às mudanças", comentou o jogador, que só em 2011 já foi treinado por Sérgio Soares, Geninho e agora por Adilson Batista - três técnicos em pouco menos de três meses de temporada no futebol brasileiro.

Desde 2010, Adilson já passou por Cruzeiro, Corinthians, Santos e Atlético-PR. Em seu currículo, acumula passagens por 13 clubes. Assim como Vágner Mancini, também teve um começo de carreira promissora, mas agora alterna trabalhos de curto e longo prazos. O seu contrato com o Atlético-PR é válido até o final do ano.

Veja por quais clubes passaram os técnicos da primeira divisão desde 2009:

Técnico Times treinados
Vágner Mancini Vitória (2x), Santos, Vasco, Guarani e Ceará
Mauro Fernandes Atlético-GO (2x), Vitória, Brasiliense e América-MG
PC Gusmão Juventude, Atlético-GO (2x), Ceará e Vasco
Celso Roth Grêmio, Atlético-MG, Vasco e Internacional
Adilson Batista Cruzeiro, Corinthians, Santos e Atlético-PR
Vanderlei Luxemburgo Palmeiras, Santos, Atlético-MG e Flamengo
Vágner Benazzi Vila Nova, Portuguesa, Avaí e Bahia
Muricy Ramalho São Paulo, Palmeiras, Fluminense e Santos
Silas Avaí (2x), Grêmio e Flamengo
Dorival Júnior Vasco, Santos e Atlético-MG
Caio Jr. Vissel Kobe-JAP, Al-Gharafa-CAT e Botafogo
Tite Inter, Al-Wahda-EAU e Corinthians
Marcelo Oliveira Ipatinga, Paraná e Coritiba
Cuca Flamengo, Fluminense e Cruzeiro
Jorginho Seleção brasileira, Goiás e Figueirense
Renato Gaúcho Fluminense, Bahia e Grêmio
Felipão Chelsea-ING, Bunyodkor-UZB e Palmeiras
Paulo César Carpegiani Vitória, Atlético-PR e São Paulo
Ricardo Gomes Monaco-FRA, São Paulo e Vasco
Enderson Moreira Fluminense*

*= técnico interino
 

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