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Futebol
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Turma do Amendoim fica sem casa com reforma do Palestra Itália, mas mantém espírito crítico

Sem poder sentar nas numeradas, atrás do banco de reservas, torcedores do Palmeiras passam a se reunir fora dos estádios e fazem críticas por telefone e até por Twitter

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

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Uma das torcidas mais corneteiras do Brasil não leva o título de organizada, mas poderia. A Turma do Amendoim tem site, fórum de discussão e até camiseta. A reforma do Palestra Itália, no entanto, deixou essa parte da torcida sem casa. Tradicionalmente localizados exatamente atrás do banco de reservas do treinador palmeirense, quando o time atuava em casa, os torcedores desse grupo têm encontrado dificuldades para se reunir, mas não de criticar.

Com jogos na Arena Barueri e no Pacaembu, as reuniões têm acontecido cada vez mais longe dos estádios, sempre em frente a uma televisão em um bar, na casa de um amigo ou até mesmo no pós-jogo, simplesmente pelo telefone. O importante é não deixar o espírito da corneta de lado.

Rogério Lugó é um dos corneteiros mais tradicionais, que teve a ideia de criar o site oficial da turma em 2004, oito anos depois de Luiz Felipe Scolari ter criado o nome usando como referência o petisco preferido daqueles torcedores. Ele afirma que seus amigos de numerada até tentam se reunir atualmente, mas que a falta de costume com o Pacaembu dificulta as coisas.

"Nós temos assistido aos jogos. A turma que ia com a gente tinha em torno de 30 pessoas, mas não nos reunimos tanto. Alguns vão de arquibancada e outros vão de numerada. O Pacaembu não é um lugar tão confortável, então a nossa turma acaba espalhada, por isso a gente sente falta mesmo do Palestra", diz Lugó.

Guilherme Tosetto
Torcida espera pelas conclusões das obras na Arena Palestra, prevista para 2013

Um de seus amigos, o analista de sistemas Jefferson Mine, de 35 anos, também mostra que sente falta das cadeiras, que, aliás, estão sendo vendidas pelo comerciante Acácio Miranda, na Freguesia do Ó, em São Paulo. Ele explica que a reforma do Palestra tem levado as cornetadas para o mundo virtual.

"Já dá para sentir falta do Palestra Itália. A nossa turma era de corneta mesmo, de fazer crítica. Agora, a gente assiste mais os jogos pela TV e fica cornetando só no Twitter mesmo", brinca Mine.

Os torcedores destacam que a Turma do Amendoim faz falta para o desempenho do time. Segundo eles, era importante que os técnicos e jogadores sentissem que no estádio tem alguém cobrando o futebol bonito e não apenas o de resultados.

"Acho que até a nossa pressão era a favor. Sem essa pressão, começou a não ter mais cobrança. O que a gente fazia, era encarada de uma forma crítica e acaba ajudando. Tem coisa que só acontece no Palmeiras quando há uma pressão. E não é nem muito o resultado. Quando vemos que com esse time talvez a gente nem comemorasse um título de campeonato como a Sul-Americana. Eu me pergunto: Esse é o Palmeiras?", disse Lugó.

A esperança dos corneteiros oficiais é de que tudo volte ao normal em 2013, quando a Arena Palestra Itália já estiver de pé. Jefferson Mine, que tenta passar sua paixão pelo clube para seu sobrinho, explica que o novo estádio voltará a ter o espaço reservado para a Turma do Amendoim.

"Quando a Arena estiver pronta, com certeza vamos voltar a nos unir. E vamos continuar cornetando o time", brincou.

Turma do Amendoim não era unanimidade nas numeradas
Enquanto Lugó e Mine sentem falta das numeradas para dar a suas cornetadas, outros torcedores que frequentavam o setor sentem falta é do espírito do Palestra Itália. O estudante de administração Gabriel Marquezin, de 22 anos, é um exemplo disso. O palmeirense até comprou a cadeira numerada do local, mas disse que é apenas para recordação do local.

Arquivo pessoal
Lugó comprou a sua cadeira de recordação com o comerciante Acácio Miranda, na Freguesia do Ó

"Eu frequentava as numeradas de vez em quando, por causa das cadeiras cativas que o meu amigo tinha. Mas eu me irritava algumas vezes com a Turma do Amendoim. Já até briguei com um que xingava o Marcos. Quero ver a Arena Palestra de pé para ter o espírito do nosso estádio de volta, mas não sinto tanta falta das críticas de lá", afirmou Marquezin.

Marquezin não deixa de ir a nenhum jogo do Palmeiras. Ele frequenta as arquibancadas do Pacaembu e até da Arena Barueri. Apesar de se irritar com certas críticas, ele não nega que se irrita com a qualidade de alguns jogadores do elenco.

"Tem coisa que não dá para aguentar mesmo. O Palmeiras não merece uns jogadores que a gente é obrigado a ver atualmente", lamentou. 

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