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Tropeço expõe pressão para Barcelona seguir no topo

Clube catalão empatou por 2 a 2 com o Milan em sua primeira partida pela Liga dos Campeões

AE |

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Avaliado não apenas como melhor equipe do mundo, mas também como uma das maiores de todos os tempos, o Barcelona enfrenta neste início de temporada o desafio de viver à altura das expectativas. E não tem sido fácil para o time catalão, que abriu a defesa de seu título da Liga dos Campeões com um empate por 2 a 2 com o Milan , apesar de ter dominado o adversário no Camp Nou, na terça-feira. O resultado veio três dias após erros da defesa provocarem outra igualdade por 2 a 2, no Campeonato Espanhol, contra a Real Sociedad.

Alexandre Pato aproveitou a escalação de uma defesa improvisada para abrir o placar aos 24 segundos na terça-feira, mas Pedro e David Villa viraram o placar para o Barcelona. Nos instantes finais do jogo, porém, Thiago Silva empatou o duelo.

O volante Sergio Busquets, que atuou improvisado na zaga, assim como Javier Mascherano, lamentou o resultado. "Não há explicação para o que aconteceu", disse. "A verdade é que a nossa moral sofreu um duro golpe depois de não ganhar, mas você não pode fazer nada sobre isso. Nós necessitamos esquecer este jogo e começar a trabalhar".

O meia Xavi Hernandez acredita que depois do Barcelona dominar o jogo, com 70% de posse de bola e 13 chutes a gol, o resultado foi injusto. "É como uma ducha fria, especialmente considerando como nós jogamos", disse o jogador da seleção espanhola. "Nós jogamos bem, mas temos de ser mais intensos naqueles momentos determinantes e definirmos o jogo".

Christian Abbiati, goleiro do Milan, teve especial trabalho com Lionel Messi, que finalizou oito vezes, duas a mais do que o time italiano. Mas os gols de Pato, o quinto mais rápido da história da Liga dos Campeões, e o de Thiago Silva levaram a perguntas sobre a força mental dos jogadores para suportar a pressão.

"Eu não estou na cabeça dos jogadores, então não posso saber se é uma falta de concentração", disse o técnico Pep Guardiola. "Temos que fazer um pouco mais para ser o melhor em todas as competições. Nós fizemos tudo o que deveríamos fazer, mas ainda estamos saindo com esse gosto amargo".

O Barcelona volta a jogar no sábado, em casa, contra o Osasuna e tentará tirar a vantagem de dois pontos do Real Madrid no Campeonato Espanhol. Mas a equipe não terá Andres Iniesta, que se contundiu durante o jogo contra o Milan e ficará fora por um mês, e o chileno Alexis Sanchez, afastado dos gramados por até dois meses por lesão.

O capitão Carles Puyol, recuperado de contusão, entrou durante o segundo tempo do duelo com o Milan, mas Gerard Piqué, seu companheiro de zaga, segue afastado por lesão na panturrilha. O gol de Pato e as improvisações expuseram os problemas da defesa do Barcelona, que não se esforçou para reforçar o setor na janela de transferências. "Eu não estou preocupado", minimizou Guardiola. "Se as pessoas estiverem, nós vamos tentar convencê-las de outra forma, mas não tenho dúvidas".

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