Robinho, Ganso e Neymar não explicaram empate contra o Paraguai. Daniel Alves pediu desculpa por erro

Robinho  deixou o vestiário com o fone no ouvido, cara amarrada e parecia não ouvir os repórteres gritando para que parasse para dar entrevista. Só fez um gesto com a mão, fechada, avisando que partiria direto para o ônibus. Paulo Henrique Ganso e Neymar saíram juntos, um ao lado do outro e também passaram reto. Maicon , reserva e primeiro a sair, foi chamado, mas sorriu e emendou “falar o quê?”. Assim como Robinho, Maicon não jogou.

O segundo empate na Copa América, 2 a 2 com o Paraguai na tarde deste sábado , deixou os jogadores brasileiros preocupados. Robinho estava nitidamente chateado por ter sido sacado do time. Ele soube no dia do jogo que deixaria a equipe para a entrada de Jadson . Na sexta-feira, no elevador do hotel no qual a seleção estava concentrada em Córdoba, disse a um jornalista que achava que jogaria. Não jogou e perdeu o que tem de melhor atualmente: a simpatia.

Ganso e Neymar estavam cabisbaixos. Os santistas tiveram a bola levantada antes da competição como a nova geração de craques, mas não estão rendendo. E preferiram não falar. Ganso está evitando entrevistas ainda mais do que o garoto do cabelo moicano – que será preservado a partir de agora pela assessoria da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de contato com os jornalistas.

Inesperado

Os que falaram (a maioria) admitiram que não esperavam mais um empate, apesar de o adversário ser mais forte do que a Venezuela (empate por 0 a 0 na estréia). “É hora de aceitar as críticas. Eu, por exemplo, admito a fala no segundo gol e peço desculpa aos meus companheiros. A bola ficou prensa na grama e mo jogador paraguaio foi inteligente ao tirá-la do meu domínio”, disse Daniel Alves.

O atacante Alexandre Pato disse que o empate não era esperado, mas que o gol no finalzinho de Fred foi merecido. “A seleção está se entrosando, são apenas dois jogos na competição, vamos melhorar com certeza até o final”, disse Pato.

“A vitória não vem e vamos perdendo a tranqüilidade”, disse o volante Ramires. “Foi inesperado, mas vamos trabalhar para vencer o Equador e classificar”, completou. “É difícil explicar esse momento, as vitórias não acontecem. Mas vamos continuar trabalhando para isso”, disse Lucas Leiva.

O Brasil volta a campo na quarta-feira (13 de julho), contra o Equador, jogo que começa 21h45 e será novamente no estádio Mário Alberto Kempes, em Córdoba.

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