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Futebol
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Treinos e defesa forte ajudam o Vasco a sair da crise

Chegada de Ricardo Gomes foi fator principal. Além do método de trabalho, treinador é adepto do diálogo

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Em menos de duas semanas, o ambiente no Vasco mudou da água para o vinho. De time de pior campanha na Taça Guanabara, a equipe de São Januário passou a ostentar um desempenho respeitável. Para se ter uma ideia, o time de São Januário não sofreu gol nas últimas três rodadas do primeiro turno do Campeonato Carioca. Outra evidência de como as coisas melhoraram: foram 12 gols marcados em apenas dois jogos desde a chegada de Ricardo Gomes. O clima é outro no vestiário, nas viagens e dentro de campo.

Parte desta mudança é creditada ao novo treinador. Analisando o Vasco de Paulo César Gusmão e o atual, é nítida a diferença de trabalho e relacionamento. O antigo técnico quase não realizava treinos táticos. Erros eram corrigidos nos coletivos. Com Ricardo Gomes, o time ensaia insistentemente o posicionamento - com ou sem a bola.

Logo no primeiro dia à frente do grupo, Gomes conversou individualmente com cada jogador. Eram dicas que cada um precisava assimilar. O novo treinador é adepto do diálogo. Nas últimas semanas, o clima entre o elenco e a antiga comissão técnica não era nada amistoso.

“O clima é outro com a chegada do professor Ricardo. Ele mudou a cara de todo mundo aqui dentro. O que ele faz com o jogador é importante para recuperar a confiança”, observa o zagueiro Dedé.

Maurício Val / Fotocom.net
O técnico Ricardo Gomes orienta os atacantes Eder Luis e Marcel durante treino em São Januário


No futebol, como em qualquer outra atividade, o grupo se compromete com o líder quando este exerce bem a função e tem carisma. Não que o jogador faça corpo mole quando o técnico não conta com a simpatia do grupo. Em contrapartida, é comum o time correr, jogar e ganhar pelo treinador. E isso tem acontecido nas últimas rodadas.

Ao contrário do que se especulou, Felipe e Carlos Alberto jamais tiveram problema de relacionamento. Nunca foram melhores amigos, mas se respeitavam. Longe de melhor da forma física, Felipe corre contra o tempo para voltar a ser o meia que chegou à seleção brasileira. Já Carlos Alberto, sem ambiente com o presidente Roberto Dinamite após séria discussão na terceira rodada, preferiu se transferir para o Grêmio.

Sem o ex-capitão, o time acabou ganhando um meio-campo mais leve. Taticamente, o esquema atual favorece a nova formação. Ricardo Gomes mudou a forma de jogar, dando liberdade aos laterais Fagner e Ramon e orientando os jogadores de meio a encostar insistentemente nos homens de frente.

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