Claudio Borghi aponta outras seleções como favoritas e diz que país tem muitas "viúvas" de Marcelo Bielsa

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Com o favoritismo de Argentina e Brasil na Copa América que começa nesta sexta-feira, o técnico do Chile, Claudio Borghi, que disputa sua primeira competição oficial desde que assumiu a seleção do país, acredita que o torneio será um dos maiores desafios de sua carreira. Mesmo assim, confia na chance de conquistar o título.

Gazeta Press
Com lesão muscular, palmeirense Valdivia poderá desfalcar o Chile na estreia da Copa América
"Vamos ver como estão as demais equipes. A competição começa na sexta-feira e vamos tirar conclusões e fazer comparações com os concorrentes para ver que possibilidades temos. A ideia é fazer um bom campeonato e espero ganhá-lo, mas há outras equipes que querem fazer o mesmo", disse o treinador, em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

Ele se recusou a fazer qualquer comparação com seu antecessor, Marcelo Bielsa, muito querido pelos chilenos depois de levar a equipe à Copa do Mundo da África do Sul, sendo eliminado apenas pelo Brasil, nas oitavas de final da competição. "Ele deixou mais viúvas que a Segunda Guerra Mundial e isso se deve justamente ao grande prestígio que ele tem".

O Chile estreia na Copa América na segunda-feira, às 21h45 (horário de Brasília) contra o México. "É uma seleção jovem com alguns inconvenientes", define o treinador.

Depois, o Chile pega aquele que deve ser o adversário mais difícil da chave: o Uruguai, que, para Borghi, é um dos favoritos ao título, pela trajetória e qualidade de seus jogadores e pela experiência do técnico Oscar Tabárez. Os chilenos fecham a primeira fase enfrentando o Peru.

A equipe pode ter dois desfalques na estreia: Valdivia ainda se recupera de lesão muscular e faz um trabalho separado do grupo, enquanto Luis Jiménez foi dispensado para viajar aos Emirados Árabes Unidos e assinar com o Al-Ahli. Ele chega antes do jogo contra o México, mas pode ser poupado.

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