Empresa vai acionar a Conmebol na justiça norte-americana alegando que tem direito sobre a competição que em 2015 será no Brasil

Da esq. para dir., Julio Mariz, J. Hawilla, Campos Pinto e Teixeira em estádio na Copa América 2011
Paulo Passos/iG
Da esq. para dir., Julio Mariz, J. Hawilla, Campos Pinto e Teixeira em estádio na Copa América 2011
O comitê executivo da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) ratificou nesta quinta-feira a mudança da empresa que vai comercializar os direitos das próximas três edições da Copa América . A brasileira Traffic perde espaço para a uruguaia Full Play Group, e J. Hawilla passa a ser considerado "pessoa não grata" pela entidade e pelas dez associações que a compõem, incluindo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Ricardo Teixeira , que teve Hawilla como parceiro da CBF nos anos 90, estava na reunião.

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A Traffic, empresa de J. Hawilla, deve entrar com um processo na Justiça norte-americana (Flórida), que aparece no contrato firmado em 2001 como mediadora, para reaver os direitos ou ser indenizada. A empresa considera que o acordo vale até a edição de 2015, que será realizado no Brasil, e que tinha preferência para a renovação até 2027 (o acordo com a Full Play vale até 2023). Os direitos de comercializar os Sul-Americanos sub 20 e sub 17, realizados a cada dois anos, também passam para a Full Play. A reportagem tentou contato com J. Hawilla, mas ele não foi encontrado.

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A Traffic vive crise financeira, principalmente por causa da perda de dinheiro na compra e venda de jogadores, o que motivou a saída de seu presidente, Julio Mariz. Tanto que o  salário de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo, responsabilidade da empresa, está atrasado . Mesmo assim, o departamento jurídico da Traffic avalia que o contrato com a Conmebol não poderia ser rompido sem uma multa. A entidade explica que a parceira não cumpriu pontos do acordo e, por isso, fez a rescisão e contratou nova empresa.

Dona também da comercialização de direitos de transmissão dos jogos da Argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, a Traffic pode acionar a AFA (Associação de Futebol da Argentina) também. No Brasil, a empresa vende a Copa do Brasil. Em 2011, a empresa foi responsável por negociar os direitos da Copa América da Argentina e o acordo foi firmado com a TV Globo, que tem como principal diretor Marcelo Campos Pinto (ao lado dos personagens na foto acima).

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