Membros de organizada estão no Paraguai, acusados de depredação após o jogo contra o Cerro Porteño

Uma torcida do Santos organiza para esta sexta-feira um protesto em frente à embaixada do Paraguai em São Paulo. Vão pedir a liberação dos 61 torcedores santistas que estão presos no Paraguai, acusados de causarem arruaça após o jogo que classificou o time praiano à final da Copa Libertadores .

O grupo está preso em San Lorenzo, cidade próxima a Assunção (capital do Paraguai), sob a acusação de roubo, danos materiais e perturbação da ordem. Os brasileiros, porém, asseguram que foram alvo de pedras e até de tiros e desceram dos ônibus para se defender.

As autoridades locais alegam que, por volta da meia-noite pelo horário local (1h em Brasília) da madrugada de quarta para quinta-feira, os torcedores desceram de dois ônibus e promoveram quebra-quebra e roubos em restaurantes de uma esquina da cidade. No boletim de ocorrência, a polícia diz ter encontrado armas brancas no interior do ônibus.

Os torcedores terão uma audiência com a justiça paraguaia na manhã desta sexta-feira, mas a direção da organizada já prevê que eles serão mantidos presos, uma vez que novas imagens de câmaras de segurança mostram esses torcedores cometendo diversos crimes pelas ruas de San Lorenzo.

A organizada vai enviar um advogado para defender seus membros, mas cobra também uma ajuda do Governo brasileiro. Um diretor do Santos tentou interceder pelos torcedores, sem sucesso.

Os santistas, que tiveram os vidros de seu ônibus quebrados e têm três feridos no grupo, alegam que foram vítimas de emboscada. "Era apenas uma viatura fazendo escolta para dez ônibus. Ficamos para trás e acabamos levando a pior", disse um deles.

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