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Torcedor, Jorginho promete acabar com protestos violentos

Novo técnico da Portuguesa já tem pela frente o desafio de vencer o Bangu pela Copa do Brasil

Gazeta Esportiva |

Formado como jogador profissional nas categorias de base da Portuguesa, Jorginho se diz torcedor do clube e até incorpora os argumentos dos revoltosos nas arquibancadas, irritados com boas campanhas que terminaram no "quase" tanto no Paulista quanto no Brasileirão nas duas últimas temporadas. Agora à frente do time, o técnico espera pôr fim à violência no Canindé.

"Vamos conseguir conter a violência", disse o novo técnico ao presidente Manuel da Lupa, ciente da pressão que enfrentará no cargo. "Volto após 21 anos, mas fiquei nove anos da minha vida aqui e sei como é. Pressão tem em todos os lugares e é bom trabalhar assim, dá uma ajudadinha para você fazer o seu melhor. Só não pode ter violência, porque aí fico com o direito de ser violento também e isso não leva a nada. Guerra só é boa para as indústrias bélicas".

A diretoria alega que faz a sua parte. Em 2008, quando dois homens armados entraram no vestiário e motivaram as saídas do atacante Edno e do técnico Renê Simões do clube, foram colocadas proteções metálicas para isolar o local. Mesmo assim, houve uma nova confusão com Héverton no último dia 13 após derrota para o São Paulo, e o jogador foi negociado com o Atlético-PR.

"Protestar é democrático e aceitamos, só não aceitamos violência. A faca mostrada na saída não faz parte do clube", disse Da Lupa, usando uma metáfora e lembrando que confusão com torcedores não é uma exclusividade da Portuguesa. "O Ronaldo fez um trabalho bonito no Corinthians e teve protesto com pedra", apontou.

No campo, Jorginho gostou de ouvir que é "corajoso" ao aceitar o cargo, até porque, nesta quarta-feira, precisará estrear com vitória de 2 a 0 ou por mais de dois gols de diferença sobre o Bangu, no Canindé, para evitar uma eliminação logo na primeira fase da Copa do Brasil. Em caso de fracasso, a possibilidade de novos protestos crescerá bastante.

"A vida é difícil, viver é difícil. Quando se quer um lugar ao sol, tudo se torna muito mais difícil ainda. Para encarar a dificuldade, é preciso hombridade, perseverança e honestidade", definiu o técnico, afirmando que, quando era ponta direita da Portuguesa, teve de encarar torcedores no Pacaembu após um clássico com o Palmeiras e evitar uma agressão ao ex-meia Toninho no final dos anos 80.

De volta ao clube, o ex-atleta só pode prometer não deixar ser influenciado pela paixão como os torcedores que estarão nas numeradas e arquibancadas. "O Jorginho torcedor que adora a Portuguesa porque nasceu aqui ficou em casa. Aqui está o profissional. O Jorginho torcedor da Portuguesa e o profissional são duas pessoas bem distintas, como era o atleta. Vai ser fácil", garantiu, pedindo ajuda de quem gosta da Portuguesa.

"Quem joga são os atletas, eles são os principais astros. A comissão técnica e a diretoria tentam fazer com que eles deem o seu melhor, mas todos têm seu papel, inclusive a torcida. Se todos forem para o mesmo lado, não sei se o barco decola, mas passará por todas as tempestades e todos descerão em paz no porto", filosofou Jorginho.

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