Cadeira laranja, principalmente, teve muitos lugares ociosos. Teve torcedor voltando para casa com ingresso na bilheteria

Espaço vazio nas cadeiras laranja com jogo do Corinthians em andamento
Marcel Rizzo
Espaço vazio nas cadeiras laranja com jogo do Corinthians em andamento
Um público abaixo das expectativas da diretoria corintiana no Pacaembu para a estreia na Libertadores, torneio que é obsessão da Fiel. Foram vendidos mais de 25 mil ingressos antecipados, mas poucos foram negociados nas bilheterias nesta quarta-feira, data da partida contra o Tolima, no jogo de ida da primeira fase. O culpado, segundo torcedores: o preço.

Foram 25.536 torcedores que pagaram para ver a partida (para uma renda de R$ 1,3 milhão). No dia 5 de maio de 2010, na vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo que eliminou o Corinthians nas oitavas de final da Libertadores, 35.561 corintianos desembolsaram valores iguais em todos os setores para ver o duelo.

O setor de arquibancada (que engloba os setores verde, amarelo, portão 21 e tobogã) custa R$ 50. Todos estes estavam esgotados já no início da semana. A diferença para as cadeiras laranjas é de R$ 150, o que intimida torcedores que queiram comprar na hora.

“Trouxe R$ 50, achando que haveria para arquibancada. Não vou pagar R$ 200. Vou embora” disse Marcos Alvarez, comerciante. As cadeiras laranja eram o setor com mais espaços quando a bola começou a rolar, as 22h.

A numerada, a R$ 300, e o Setor VIP, a R$ 500, estavam mais ocupados, mas principalmente o VIP tem um motivo: a maior parte dos bilhetes são negociados para empresas, que premiam funcionários com cadeiras no setor onde podem comer cachorro quente, pipoca e beber refrigerante.

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