Novo técnico do time não se incomodou por só ter sido contratado depois da recusa de Márcio Goiano

O Avaí antecipou a apresentação do técnico Toninho Cecílio para a manhã desta terça-feira, mesmo com o falecimento de Walmor Zunino, pai do presidente do clube, João Nilson Zunino, que pediu que o Avaí seguisse seu rumo e iniciasse os trabalhos com o novo comandante.

A apresentação começou às 9 horas no Auditório da Ressacada e Cecílio não se esquivou de polêmicas e perguntas para prometer a recuperação do Avaí no Brasileirão.

"A primeira coisa que eu procuro olhar é o perfil do elenco, o que ele precisa. Não abro mão da cobrança forte e da responsabilidade, mas pretendo conquistar a confiança desse elenco. Você adquire o respeito dos jogadores através do dia a dia. A exigência do campeonato é grande e nós precisamos observar as necessidades para, em primeiro momento, manter o Avaí na Série A", afirmou, em referência ao seu perfil de trabalho.

Quando perguntado a respeito da necessidade de reforçar o elenco para a sequência da competição, Cecílio foi enfático: "Conheço bem os jogadores e não acredito que procurar reforços seja tão urgente assim. Minha preocupação de verdade é com o Figueirense, em conquistar três pontos no domingo e recuperar a auto estima da equipe. Depois, internamente, nós vamos ver o que acontece".

O treinador também não reclamou pelo fato de ser escolhido pelo Avaí após a recusa de Márcio Goiano, que não quis deixar o Goiás para lutar contra o rebaixamento no Avaí: "Isso é natural. O Márcio Goiano é meu amigo de coração, meu irmão. Seria uma excelente contratação do Avaí. Quando ele parou de jogar eu o convidei para trabalhar comigo no Guaratinguetá. Se ele tivesse vindo eu teria ficado feliz também. Ser o plano B do Márcio para mim é um orgulho, o Avaí é um clube grande, tem que ter opções".

Logo depois da apresentação à imprensa, o novo técnico foi ao vestiário se apresentar ao grupo, que saiu do lugar depois de meia hora motivado para o clássico de domingo, às 18 horas, no Estádio Orlando Scarpelli, diante do Figueirense.

Para que a receita se cumpra, Toninho Cecílio já sabe do que precisa: "Confiança dos jogadores. E não vou pedir, porque confiança é uma coisa que se conquista. Eu quero os três pontos nesse grande jogo, só isso".

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