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Futebol
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Título é o que menos importa para os clubes da Copa São Paulo

Na maior competição de base do país, ser campeão é secundário. O que vale mesmo é revelar novos talentos

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Vencedor da Copa São Paulo em 2010, o São Paulo terminou o ano com seis campeões do torneio promovidos ao elenco profissional - o goleiro Richard, o zagueiro Bruno Uvini, os volantes Casemiro e Zé Vitor, o meia Lucas e o atacante Lucas Gaúcho -, além de ter apostado no técnico Sérgio Baresi na equipe principal no início do segundo semestre.

O clube, enfim, uniu o útil ao agradável e além de comemorar o título no torneio de base, já colheu os frutos no futebol profissional. Em 2011, o time volta a aparecer como um dos favoritos, mas se uma escolha tiver de ser feita, não há dúvida de que o clube considera mais importante revelar novos talentos a conquistar o tetracampeonato da “Copinha”.

“O objetivo nosso na Copa São Paulo não é de vencer a competição. Vencer, para nós, nessa categoria, é algo secundário. Importante é realmente o desenvolvimento e formação do atleta. O Paulo [César Carpegiani, técnico do time principal] sem dúvida vai observar e se ele recomendar a promoção de algum dos valores sem dúvida nenhuma vamos atendê-lo”, afirma o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.

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Campeão em 2010, São Paulo considera "desenvolvimento e formação do atleta" mais importante que o título

E a postura são-paulina não é exceção quando se analisa o objetivo dos clubes na competição, mas sim a regra. É o que demonstram as declarações dos responsáveis pelas equipes de base de outros grandes clubes do futebol brasileiro.

“É uma competição que dá muita visibilidade, que faz parte do calendário nacional do futebol. A gente espera fazer uma competição boa mesmo, mas o objetivo é ter jogadores da base no profissional”, diz o técnico do Flamengo, Paulo Henrique.

“Já estou com viagem marcada para a estreia. Quero observar de perto os nossos atletas”, afirma Roberto Cavalo, técnico do time profissional do Paraná.

“Acredito que alguns vão dar dor de cabeça para o Joel [Santana]. Se o coletivo estiver forte, eles vão acabar se destacando naturalmente”, diz Eduardo Hungaro, técnico do Botafogo.

Entre os maiores times do Brasil, o discurso dissonante vem do Internacional, tetracampeão do torneio. “O Inter sempre que entra em uma competição tem como objetivo o título, e na Copa São Paulo não será diferente. Sabemos que os times grandes de São Paulo tem uma preparação muito boa, e por isso não entramos como favoritos. Mas temos condições”, diz o técnico James Freitas.

Já o Coritiba vê outro ponto positivo da Copa São Paulo. O clube aposta no status de “vitrine” do torneio para motivar ainda mais seus atletas. “A gente tem trabalhado a mídia de um lado positivo. O que mostramos é que quanto melhor eles forem, mais a mídia estará valorizando o trabalho deles”, diz o coordenador das categorias de base do clube, Mário André Mazzuco.

Nesta terça, acontecem as primeiras oito partidas da edição 2011 do torneio, que terá no total a participação de 92 clubes divididos em 23 grupos. Os principais confrontos do dia são Cruzeiro x União Barbarense e Vasco x América-RN,ambos os jogos às 16h, Atlético-MG x Criciúma, às 19h e Flamengo x Mogi Mirim, às 21h.

Histórico do torneio

Ao longo das últimas décadas, dezenas de jogadores foram revelados pelos principais times do país durante a Copinha. Alguns exemplos do passado são Toninho Cerezo, Falcão, Casagrande, Dener, Raí e Jardel. Entre jogadores que seguem em atividade e foram “descobertos” no torneio destacam-se Rogério Ceni, Kaká, Miranda, Edu, Keirrison e Robinho.

A Copa São Paulo é organizada desde 1969, primeiro pela prefeitura de São Paulo e desde 1988 pela Federação Paulista de Futebol. Em 2011, portanto, será disputada a 43ª edição do torneio. O Corinthians é o principal vencedor da competição, com sete títulos. Na sequência, aparecem Fluminense (cinco títulos), Internacional (quatro títulos), São Paulo e Atlético-MG (três títulos cada).

Este ano, no entanto, o maior papa títulos da Copinha não demonstra grande confiança. “Nosso time é de regular para bom. Não é ótimo. Um time de operários que se fizer a parte tática direitinho pode chegar longe. Mas a gente não se ilude. Sabe que será bem difícil chegar lá na frente. Vamos tentar, mas vamos correr por fora”, afirma o técnico corintiano Zé Augusto.

* Colaboraram Altair Santos, Bruno Winckler, Gabriel Cardoso, Renan Rodrigues e Thales Soares

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