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Atacante começará jogando pela seleção contra o México depois de se negar a atuar por Japão e Portugal

Nem japonês, nem português. Givanilson Vieira de Souza, o Hulk , é brasileiro e paraibano. O atacante de 25 anos, que defende o Porto , fará sua estreia como titular da seleção brasileira no amistoso contra o México, nesta terça-feira (22h30), em Torreón, mas poderia estar neste momento defendendo outra camisa...

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Hulk e sua arma: o chute forte de perna esquerda
Mowa Press
Hulk e sua arma: o chute forte de perna esquerda
“Tive propostas para me naturalizar japonês primeiro e depois, quando fui para o Porto, me naturalizar português. Disse não, obrigado, tenho sonho de jogar pela seleção brasileira”, disse o atacante, que jogou 135 minutos pela seleção, entrando nas partidas contra Inglaterra e Omã (ainda com Dunga como treinador) e França, Gana e Costa Rica , já com Mano Menezes.

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Da trupe de jogadores que mal passam por clubes brasileiros e vão jovens para a Europa
, Hulk passou pela categoria de base do São Paulo, mas não ficou. Acabou assinando contrato profissional com o Vitória, mas com 18 anos foi jogar no Japão, no Kawasaki Frontale, onde ficou três anos e meio até chegar ao Porto. Daí foram gols marcados, principalmente em chutes potentes de fora da área, presença na Liga dos Campeões e chance na seleção.

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“É difícil você ter chance na seleção se não passou pelo Brasil, se fez carreira fora só. Mas se,pré quis jogar pelo meu país, para levar o nome da Paraíba lá para cima”, disse Givanilson, que é natural de Campina Grande, no interior paraibano.

Força
O apelido Hulk foi dado pelo pai, quando ainda criança. “Eu gostava do seriado do Hulk, ficava na frente da TV imitando e meu pai acabou me chamando assim para sempre. Ás vezes quando ouço Givanilson nem me viro para responder”, disse rindo.

Curiosamente, o apelido veio a calhar dentro de campo, já que o atacante é forte e tem uma pancada na perna esquerda. Por isso que no Porto joga aberto na direita , em um esquema com três atacantes: com a bola nos pés, ele entra em diagonal pelo meio e solta a bomba.

“No treino (com a seleção) atuei assim, mas posso também jogar mais centralizado. Quero estar com a seleção sempre, não importa como for jogar”. Ele andou até sonhando em como seria o primeiro gol com a camisa amarela. E adivinha?

“Um chute forte, talvez, como todos estão esperando”.

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