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Capitão é o zagueiro mais baixo do elenco do Corinthians, que sofre na bola aérea

Para enfrentar o São Paulo, nesta quarta-feira, o Corinthians terá uma mudança importante na defesa. Chicão foi barrado por Tite e ficará no banco de Wallace e Paulo André. O Corinthians vem sofrendo nas últimas rodadas com gols em bolas alçadas na área. Foram sete em sete jogos. Ao todo, 13, dos 26 gols que o time sofreu no Brasileiro, nasceram de cruzamentos. Três deles contra o Santos, domingo. Chicão falhou no segundo e no terceiro gols santistas.

Chicão ficará no banco contra o São Paulo
AE
Chicão ficará no banco contra o São Paulo

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Chicão é o zagueiro mais baixo do elenco corintiano. Tem 1,80m. Paulo André tem 1,89m; Wallace, 1,84m e Leandro Castán, 1,85m. Contra o São Paulo, Tite não contará com Ramon na lateral-esquerda. Ele tem uma contusão na coxa direita. Assim, improvisa Castán na lateral e eleva a estatura média da sua defesa. Ramon tem 1,73m.

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“A entrada do Castán na lateral aumentou a altura da defesa. Não foi só Chicão (responsável pelos gols). Aumentei a estatura também pra ter nessa bola aérea uma situação melhor. Ramon é mais baixo, não só isso, mas conta (na estrutura da defesa)”, disse Tite, que nega ter barrado Chicão por pressão de torcedores que estiveram no hotel onde o time se concentra.

Chicão é titular do Corinthians desde janeiro de 2008 e só havia sido barrado uma vez nesse período, em outubro de 2010, quando Adilson Batista o colocou no banco antes do jogo contra o Atlético-GO no Pacaembu.

O Corinthians sofreu sete gols de cabeça neste Brasileirão. O São Paulo não é está entre os times que mais gols marcaram desta forma: foram seis. O time do Morumbi, com um ataque rápido, chega ao ataque mais no chão e com chutes de fora da área.

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Com a mudança, Tite sabe que deixará sua defesa mais lenta para parar atacantes velozes como Lucas e Dagoberto, mas disse que tudo está dentro do planejado. “Com posicionamento, entrosamento o time reduz os espaços. Vocês vão ter condição de observar no jogo”, disse Tite.

“A questão não é só a saída de um (Chicão), mas também a entrada de outro. Wallace e Paulo André treinaram muito tempo juntos. Fiz com ele (Chicão) o que eu respeito e faço com todos atletas, chamei ele na minha sala e falei que a minha decisão era começar o jogo com Wallace, Paulo e Castán na esquerda. Tem que ter respeito ao colega que esta procurando seu espaço", justificou-se o treinador.

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