Treinador do Corinthians usa exemplos recentes para mostrar que título é decidido por "conjunto da obra"

Tite não acredita em vantagem do Santos por decidir em casa
Gazeta Press
Tite não acredita em vantagem do Santos por decidir em casa
O regulamento do Campeonato Paulista previu neste ano que nenhum dos dois times que chegassem às finais teria vantagem do empate na decisão. O único privilégio concedido seria que o time de melhor campanha fizesse a segunda partida decisiva em casa. Para Tite, que comanda o Corinthians contra o Santos no primeiro jogo, em casa, no Pacaembu, domingo, o time rival não terá vantagem alguma em decidir o título em casa, no dia 15, na Vila Belmiro.

"Os 180 minutos são decisivos. Por vezes é o primeiro jogo, por vezes o segundo, mas na maioria das vezes é o conjunto da obra. Foi o primeiro com o Corinthians no Paulista de 2009 (que venceu o jogo de ida na Vila Belmiro contra o Santos).  Foi o segundo com o Grêmio na Copa do Brasil de 2001 em que eu fui campeão fazendo o segundo jogo contra o Corinthians (2 a 2 em Porto Alegre e 3 a 1 no Morumbi) . Eu não vejo vantagem, não", disse Tite, que recorreu também aos exemplos vindos de outros times brasileiros recentemente eliminados na Libertadores .

"A gente viu aí essa semana que fazer o segundo jogo em casa mesmo indo bem no primeiro não adianta muita coisa. Tem sim é que repetir a mesma boa atuação fora e em casa. Isso é imprescindível", comentou. O Cruzeiro , time de melhor campanha na primeira fase da competição venceu fora de casa o Once Caldas, mas perdeu em casa e acabou eliminado .

Nas finais entre Santos e Corinthians não há também vantagem do gol marcado fora de casa e tampouco de dois empates. Em caso de igualdade, a decisão do título virá nos pênaltis.

"Ainda mais por conta de não haver vantagem do empate, fica tudo muito aberto seja qual for o resultado do primeiro jogo", disse o treinador.

Para os jogadores do Corinthians, contudo, este primeiro jogo da decisão é visto como fundamental às pretensões da equipe. Alguns até apontam um placar de dois de diferença como o ideal para se fazer um segundo mais tranquilo na casa santista. “Se a gente fizer 2 a 0 vai ser o ideal. Não vai estar definido, claro, mas é um placar que nos deixa mais tranquilos. Foi assim em 2009, quando a gente foi bem na ida. E a gente precisa aproveitar o apoio do nosso torcedor”, disse o atacante Jorge Henrique.

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