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Tirone tenta negar, mas política pautou demissões no Palmeiras

Publicamente, presidente não admite, mas discurso de adeus foi feito com base em problemas políticos

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

“Nós demitimos os funcionários porque ninguém é eterno”. A evasiva explicação dada por Arnaldo Tirone à “Rádio Bandeirantes” para tentar explicar a demissão de seus assessores de imprensa, de seu gerente administrativo e a realocação de seu advogado esconde o verdadeiro motivo para as mudanças na estrutura da Academia de Futebol. Além de dar certa resposta a Luiz Felipe Scolari, que luta para acabar com o vazamento de informações, o presidente do Palmeiras aceita a pressão política que sofre desde quando assumiu o cargo, em janeiro.

O discurso de política, aliás, foi usado em todas as conversas para explicar o motivo da saída dos funcionários. Para o lugar de Sérgio do Prado, que cuida de todas as relações entre Palmeiras e federações e confederações, Tirone deve escolher o auxiliar de logística, Léo Píffer. Ele já trabalha no Palmeiras há um bom tempo e tem a confiança dos diretores.



O advogado do clube, André Sica, deixará a Academia de Futebol, não tem mais o cargo de comandar o departamento jurídico, mas continuará a prestar serviços pontuais para o Palmeiras, como defender os atletas no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Para o comando de sua área, Tirone colocará outro nome de conselheiro, que responderá ainda a Piraci de Oliveira, diretor jurídico do clube.

Já para o lugar dos assessores de imprensa, Tirone nega com veemência os boatos de que Acaz Felleger, que é o assessor de Luiz Felipe Scolari, Patrik e Luan, e Olivério Júnior, que já foi assessor do clube e também do ex-presidente Mustafá Contursi, sejam um dos possíveis sucessores. Há a possibilidade de que Fábio Finelli, um dos assessores que está atualmente na Academia, continue no clube.

Além de Tirone falar diretamente aos funcionários que a política foi o motivo de sua demissão, Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol que perde cada vez mais espaço nas decisões do Palmeiras, também assumiu que a corrente política foi decisiva para a saída dos funcionários.

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“É ruim trabalhar com uma espada na cabeça. A saída deles vai ser boa para o clube e para eles. Há uma corrente política muito forte que pede a saída deles. Não tinha como segurar”, disse Frizzo ao iG na noite de segunda-feira.

Já no início do ano, o gerente de marketing, Juan Rafael Brito, também acabou sendo demitido. Oficialmente, o diretor do setor, Rubens Reis, afirmou que a saída era parte de uma reformulação. Ao funcionário, no entanto, admitiu que a saída tinha fundos políticos.

AE
Abraço entre Tirone e Frizzo devem passar a ser apenas nas fotos

Mustafá Contursi e Arnaldo Tirone negam, mas conselheiros que atuam no dia a dia do clube vêem as demissões como forma de uma tentativa de reaproximação entre os dois. No meio do ano, o ex-presidente veio a público para dizer que estava rompido com o atual gestor por não concordar com as atitudes que presenciou.

O próximo passo é concretizar a retirada de Roberto Frizzo do panorama de futebol do Palmeiras. Ele já perdeu força com a chegada de César Sampaio e deve ter cada vez menos voz, atendendo ao desejo de Luiz Felipe Scolari e de Mustafá Contursi.

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