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Tirone muda postura para tentar se livrar de rótulos pejorativos

Presidente do Palmeiras começa a engrossar discurso para apagar apelido de "banana"

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Com dificuldades para contratar novos jogadores, Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras , também trava outra luta. Esta, no entanto, é contra a própria sombra. O dirigente tenta tirar rótulos que o incomodam desde o início de seu mandato. A tática mostrada publicamente pelo cartola é a de engrossar os discursos, por vezes xingando adversários políticos, e partir para o bate-boca ao vivo em programas de televisão.

Bem diferente do Tirone do início do ano, quando o presidente sempre adotou um tom conciliador, quando as expressões mais utilizadas eram "aceito conselhos de todos" e "quero ouvir o máximo de pessoas".

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O exemplo mais recente foi a declaração do gestor dada na última segunda-feira, durante a festa da premiação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) quando afirmou que não era banana, nem vaca de presépio, e aproveitou para afirmar que no clube muita gente era “bolha” e “ameba”.

AE
Tirone começa a rebater críticas com palavras mais pesadas

Há duas semanas, no programa SP Acontece, da “TV Bandeirantes”, discutiu ao vivo com o humorista “Charutinho”, interpretado por Beto Hora, que fez críticas duras à atual gestão. Depois respondeu de forma dura a outro repórter, que afirmou que o presidente viajava a toda hora e que fugiu no momento da crise que tinha Kleber como pivô.

Na hora de fazer o pacote de demissões, Tirone também admitiu a funcionários que estava fazendo aquelas mudanças para tentar se livrar do rótulo de banana e que a atitude seria feita para mostrar que ele pode fazer o que quiser. Na hora de justificar as mudanças, na entrevista para a Rádio Bandeirantes, limitou-se a dizer que ninguém era eterno e tratou de tentar abafar a polêmica com outra patada: “Eu vim aqui para falar de futebol ou não? Não vou falar de coisa administrativa”.

Veja também: Tirone rejeita fama de 'banana' e ataca 'bolhas e amebas'

“Banana” não é o primeiro rótulo do qual Tirone tenta se livrar. Durante a campanha eleitoral, Tirone afirmava em todas as entrevistas que considerava as ideias do ex-presidente Mustafá Contursi, mas que poderia fazer o que quisesse durante sua gestão, tudo para combater o apelido de “fantoche de Mustafá”. Atualmente, eles estão rompidos.

O detalhe é que na hora de falar de Mustafá, Tirone mantém um tom mais calmo. Sempre afirma que tem que agradecer ao seu ex-aliado político pela eleição. E é justamente esta postura que o afasta da atual oposição. Membros de grupos políticos como a UVB (União Verde e Branco) afirmam que assim que ele mudar a postura e mostrar que não pretende aceitar interferências de Mustafá, a aliança torna-se possível. Tudo isso já pensando nos conchavos necessários para ter alguma chance na eleição para a presidência que acontece no início de 2013.

Atualmente, especula-se que Mustafá articulará para lançar um candidato próprio, o que tornaria a reeleição de Arnaldo Tirone bem difícil. Especialmente pelo afastamento do também ex-presidente e cardeal político Affonso Della Mônica. A única certeza é que a política agitará as alamedas do clube no próximo ano, já considerado eleitoral.

 

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