Tamanho do texto

Presidente do Palmeiras não assina ratificação a tempo, e WTorre decide parar obras até que acordo seja feito

As obras da Arena Palestra serão paralisadas nesta quarta-feira. A demora para a ratificação da nova escritura irritou a WTorre, e a construção do novo estádio do Palmeiras vai contar, a partir desta quarta, com somente cerca de 40 funcionários, responsáveis pela segurança.

No entanto, o presidente do clube, Arnaldo Tirone, afirmou na noite desta terça que pretende assinar a nova escritura já nesta quarta-feira, o que faria a reforma ser retomada no dia seguinte.

"Está tudo bem perto de ser resolvido. É 95% a chance de eu assinar amanhã (quarta). Pelo menos conseguimos melhorar um pouco nosso contrato e acho que o 'pessoal' vai ficar satisfeito", disse o cartola, em entrevista por telefone ao iG . Ao usar o termo "o pessoal" Tirone se refere ao grupo de conselheiros que faz oposição à obra.

No entanto, Walter Torre Jr., presidente da companhia de engenharia, já deu ordens para que nenhum trator seja ligado enquanto a nova escritura não for firmada. A falta desse documento trava o empréstimo feito junto ao Banco do Brasil . A instituição financeira considera um risco emprestar o dinheiro ao clube sem tal garantia.

Apesar de paralisar as obras, a WTorre ainda não pretende acionar meios legais para forçar a assinatura, dando mais um voto de confiança à palavra de Tirone.

Antes de entrar com ação na Justiça, a empresa precisa cumprir um processo chamado de mediação, no qual representantes de cada parte tentam entrar em um acordo.

Walter Torre Jr. chegou a oferecer garantias financeiras do próprio bolso para dar segurança a Tirone. Apesar de explicar à diretoria do Palmeiras que nenhum seguro de performance cobre 100% do valor da obra, o empresário entendeu que poderia acalmar os ânimos sendo fiador da quantia que o seguro não cobre.

No Palmeiras, conselheiros que são da ala pró-Arena mostram revolta com a notícia de que a WTorre chegará a paralisar o empreendimento. Alguns já falavam até em estudar um impeachment de Arnaldo Tirone, alegando desrespeito do presidente em relação a algo que foi aprovado de forma democrática, passando pelo crivo do Conselho Deliberativo, da Assembleia de Sócios e do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).