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Tirone, candidato da oposição à presidência do Palmeiras, usa ações de Mustafá como exemplo

Pituca, como é conhecido, dá apoio à gestão de ex-presidente e fala em manter Arena e Conselho Gestor caso seja eleito

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

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A eleição à presidência do Palmeiras teve pelo menos um capítulo encerrado nesta terça-feira. Marcado por uma série de indefinições, o pleito, que acontece na segunda quinzena de janeiro de 2011, conheceu o primeiro nome oficial de candidato: Arnaldo Tirone.

Mostrando afinidade com as ações de seu companheiro Mustafá Contursi, Tirone faz ressalvas ao projeto da Arena Palestra, mas garante que estádio será construído caso ele seja eleito. Além disso, também dá apoio à formação do Conselho Gestor. Segundo ele, duas ideias de Mustafá.

A escolha colocou fim à uma das incertezas, a de quem seria o escolhido da oposição. Roberto Frizzo, que também manifestava vontade de concorrer, fará parte da chapa e ficou com cargo de 1º vice-presidente. O acordo entre os dois foi costurado por Afonso Della Monica, Mustafá Contursi e Carlos Fachina.

"Não iríamos rachar de maneira nenhuma. Assim como ele foi candidato a vice comigo, eu serei come ele. Fizemos uma inversão, mesmo porque o clube percisará de mais do que um presidente perto do tamanho do trabalho. Aqui no Palmeiras, você ser diretor ou ser vice é a mesma coisa. É um cargo muito grande de qualquer jeito", afirmou Frizzo em discurso quase igual ao de Tirone.

"Foram várias conversas. O Frizzo também queria ser candidato e eu já vinha amadurecendo essa ideia na minha cabeça. Achamos um caminho de firmar juntos a candidatura. Isso já está pré-acordado", explicou Tirone. 

Enquanto isso, a situação trabalha Salvador Hugo Palaia, Paulo Nobre e até mesmo um terceiro nome vindo da união de Gilberto Cipullo e Seraphim del Grande.

Arnaldo Tirone Filho trabalha com o mercado imobiliário e também é dono de um restaurante em São Paulo. Ele tem 60 anos, é sócio do Palmeiras desde 1955 e conselheiro desde 1976. Pituca, como também é conhecido, foi eleito conselheiro vitalício e já ocupou cargos da diretoria do clube e também do COF (Conselho de Orientação Fiscal).

Ele é filho do falecido Arnaldo Tirone, que também foi conselheiro do clube e estava entre os que dirigiu os bastidores da primeira Academia de Futebol, que tinha Ademir da Guia como ídolo máximo.

Confira a entrevista completa com Arnaldo Tirone Filho, o Pituca, e saiba o que ele pensa em fazer com o Palmeiras caso seja eleito:

iG: Já dá para falar em otimismo para vencer a eleição de janeiro?
Arnaldo Tirone: Ainda é muito cedo. O primeiro passo foi fazer esse acordo. A eleição é só em janeiro, mas a gente sabe que nenhuma votação no Palmeiras é fácil. Contamos com um grupo de conselheiros, temos apoio de amigos nossos e até mesmo de conselheiros vindos do grupo do Afonso Della Monica. Ainda estamos agregando forças.

iG: E o que falar do rival nessa eleição? Já dá para definir quem será?
Arnaldo Tirone: Temos essa vertente bem forte do Palaia, que é um candidato natural, foi vice-presidente na atual chapa. Temos também nomes do Paulo Nobre. Mas eu não trabalho com a possibilidade de serem três candidatos. Acredito que ficaremos apenas em dois concorrentes, mas ainda não dá para falar se será Palaia ou se será o Paulo.

iG: Um dos pontos mais fortes dessa gestão foi a briga pela Arena. Como você vê esse projeto?
Arnaldo Tirone: Esse projeto da Arena nasceu na gestão do Mustafá Contursi. Naquela época, já existia o contato com Walter Torre. Mas é que o Brasil não tinha o dinheiro sobrando. O mercado de dinheiro era diferente, você não conseguia fazer isso. Hoje tem excesso de liquidez mundial, sempre tem dinheiro disponível para investimentos.

iG: Então vocês manteriam inetgralmente a construção do novo estádio?
Arnaldo Tirone: Somos totalmente favoráveis ao novo estádio. Só não concordamos com a forma que a negociação foi feita. Na nossa ótica, a gente poderia ter negociado melhor, com prazos menores do que os 30 anos e com mais retorno para o clube. Mas, como o contrato já está assinado e o Palmeiras cumpre com isso, vamos honrar tudo. O projeto já foi aprovado pelo conselho.

iG: E na gestão do futebol? Você concorda com Felipão e sua comissão técnica?
Arnaldo Tirone: Tenho confiança total no Felipão. Ele já provou a capacidade dele, foi campeão da Libertadores, Copa do Brasil, foi campeão do mundo com a seleção brasielira. Com referência a capacidade e a estrutura do Felipão, estou muito tranquilo. Está acertando tudo e isso demora às vezes.

iG: Recentemente, ao assumir o poder, o Palaia instituiu o Conselho Gestor. Você é a favor dessa forma de governo?
Arnaldo Tirone: Eu concordo com o Conselho Gestor e isso também foi ideia do presidente Mustafá. É uma forma mais equilibrada de você fazer uma gestão. Sei que foi formado, que até o Cipullo poderia entrar nisso, mas não entendi o motivo dele não aceitar.

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