Presidente do Palmeiras minimiza pedidos de conselheiros e diz que tem plano B: "Jesus Cristo"

O presidente do Palmeiras , Arnaldo Tirone admite: Está pressionado para assinar a nova escritura da Arena, mas não fará isso enquanto não tiver certeza de que seu clube não será prejudicado. O presidente afirmou à "Rádio Bandeirantes" que vai aguardar até o último momento para dar sinal verde para que a WTorre continue as obras do novo estádio sem nenhum problema.

“Nós vamos assinar, mas não com revólver na minha cabeça. Todo mundo fala: assina, assina. Como assina? Vamos entender como é que funciona o seguro. O próprio Walter Torre, que é um grande empresário, falou que a escritura não determina e que não existe seguro de perfomance do valor da obra. Eu estou tentando ajudar. Só que eu tenho minha diretoria, meus vices, todos que eu tenho que ouvir. O que a gente não pode é falar que tem cinco dias. Isso também não é bem por aí”, disse o presidente.

Tirone ainda afirmou que não se ajoelhará diante de Walter Torre Jr., presidente da companhia, para que as obras não sejam paralisadas. Ele ironiza o fato do empresário pedir uma garantia e afirma que a sua garantia é o patrimônio de R$ 500 milhões que está nas mãos dele.

“Se ele quiser parar a obra, ele para. O que você quer que eu faça? O que eu posso falar? Não vou me ajoelhar e falar: “Pelo amor de Deus, não para a obra”. Se ele precisar, se ele parar, ele sabe o que está fazendo. Nós colocamos o nosso patrimônio, está lá. Eu estou há 90 dias no cargo, estou entendendo um mega investimento de R$ 330 milhões, então é um grande investimento. Não estou comprando uma camisa”, completou.

Sobre os rumores de que já contava com um plano B para tirar a WTorre da jogada, Arnaldo Tirone afirmou que não tem como mudar o planejamento e afirmou que a única alternativa além da empresa que toca as obras atualmente é: Jesus Cristo.

“Plano B é o Jesus Cristo me ajudar. Como Plano B? Eu tenho um contrato e se o Walter Torre não quiser continuar, nós vamos analisar. Eu nunca falei que ia romper o contrato. O presidente Arnaldo Tirone nunca falou que ia parar a obra. Respeito a opinião de outros conselheiros. São sócios, conselheiros e temos que respeitar. Eu, daqui dois anos, pode ser que não seja mais presidente. Só não respeito o radicalismo e não sou pessoa de me apequenar quando me ameaçam”, disse ele, para depois reconhecer que sabe que uma de suas exigências, a de ter um seguro de perfomance de 100%, não será atendida.

“Pode ser que amanhã a WTorre não tenha mais interesse ou aconteça algum problema. Aí o Palmeiras não tem o dinheiro. Para terminar, é no meio da obra. Aí acontece da WTorre parar e você tem R$ 32 milhões. E se faltar R$ 150 milhões, faltar R$ 100 milhões? Onde eu vou arrumar a diferença? Como eu vou garantir que outra construtora chega e garante o resto. É isso que pode acontecer na prática. E se o Brasil entra em crise? Se o estádio já não é mais um bom investimento? Não tem 100%, mas ele teria que dar uma garantia. Ele tem um financiamento da metade do valor, mas é para a construtora, não para o Palmeiras. Só que eu preciso assinar um documento que eu tenha 99% de certeza, com a chance mínima de erro”, finalizou.

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