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Internacional Internacional Internacionallink

Fundação: 4 de abril de 1909 Porto Alegre-RS Estádio: Beira-Rio Capacidade: 56 mil pessoas Presidente: Vitorio Carlos Piffero Site oficial: www.internacional.com.br


Sport Club Internacional


Os irmãos Henrique, José e Luís Poppe chegaram a Porto Alegre em 1908, vindos de São Paulo, dispostos a ganhar a vida e, nas horas vagas, freqüentar algum clube. A primeira missão aconteceu sem contratempos. Difícil foi, para três forasteiros, serem aceitos em alguma agremiação. De tanto”não” que  escutaram, os rapazes tomaram outro caminho: decidiram eles mesmos fundar um clube, que seria aberto tanto a brasileiros como a estrangeiros, indiferentemente. Seria, portanto, internacional. O Sport Club Internacional. A dúvida entre a cor a ser adotada – vermelho ou verde – foi resolvida pelo carnaval porto-alegrense de 1909. Na disputa entre os blocos Venezianos e Esmeraldinos, os primeiros, que vestiam vermelho, saíram campeões. E, não sem certa polêmica, aquela virou a cor predominante do novo clube.

Não tardou para que o Internacional ganhasse mais e mais adeptos e, aos poucos, brigasse de igual para igual com outros clubes da cidade como o Grêmio. A primeira vitória sobre aquele que se tornaria o grande rival veio em 1915, uma goleada por 4 x 1. No ano seguinte, veio outro passeio: uma apresentação inacreditável de Vares, que marcou os seis gols da vitória por 6 x 1. Instalado na Chácara dos Eucaliptos, o time venceu cinco títulos metropolitanos seguidos – entre 1913 e 17 – e preparou o terreno para encarar equipes de todo o Estado no Campeonato Gaúcho, que teve início em 19. Os primeiros títulos ficaram com o Grêmio e com as duas equipes de Bagé (Grêmio e Guarany). Foi em 27 que o Inter chegou pela primeira vez ao topo  do Rio Grande do Sul: com dois gols do ídolo Barros, o Colorado derrotou o Grêmio Bagé por 3 x 1.

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Colorado na década de 40, o famoso time conhecido como "rolo compressor"

Campeão gaúcho pela primeira vez, o clube esteve a ponto fechar as portas no ano seguinte, 1928, quando os proprietários do terreno da Chácara dos Eucaliptos decidiram vendê-lo. O Internacional não se interessou na compra e viveu um período de incerteza quanto a seu futuro. Mas acabou sendo proveitoso: o Inter fez uma campanha de arrecadação e conseguiu comprar seu próprio terreno. Em 15 de março de 31, era inaugurado o Estádio dos Eucaliptos, para 10 mil espectadores. E sua história começou da melhor maneira possível: com uma vitória por 3 x 0 sobre o Grêmio. Foi o momento mais marcante dos anos 30, que foram dominados pelos rivais gremistas. A torcida precisou esperar alguns anos mais antes de viver uma dinastia colorada. Ela chegou junto com a década de 40. A linha de ataque
formada por Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos se juntava à força defensiva de Alceu e Nena. Estava montado o “Rolo Compressor”, que tomou de assalto os anos 40, com o hexacampeonato 40-45 e outros dois títulos em 47 e 48.

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Atacante Bodinho, do Inter

A geração do “Rolo Compressor” passou, mas o início dos anos 50 não foi muito diferente: sob o comando do técnico Francisco Duarte Junior, o Teté, o time foi tetracampeão entre 50 e 53, graças em boa parte aos gols de Bodinho e Larry. Nesse período, o Internacional foi a base da Seleção Brasileira que conquistou seu primeiro título internacional, o Pan-Americano do Chile, em 52. Na edição seguinte, em 56, sete titulares da equipe campeã eram colorados, além do técnico Teté. Na final, uma goleada sobre a Costa Rica por 7 x 1, só deu Inter: três gols de Larry, três de Chinesinho e um de Bodinho. Já não havia dúvidas de que o Inter pertencia à elite do futebol do Brasil. Faltava era um palco para equipes fora do eixo Rio-São Paulo brilharem, e isso só aconteceria em meados da década seguinte. Em 67, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa – até então restrito a paulistas e fluminenses - foi aberto a dois clubes do Rio Grande do Sul, dois de Minas Gerais e um do Paraná. A estréia do Internacional deixou claras suas intenções: o time foi vice-campeão, atrás apenas do Palmeiras.

Figueroa e Falcão no imbatível time do Inter
A transição para se fixar como um clube vencedor em nível nacional passou por um fato fundamental, dois anos depois: em 6 de abril de 1969, o Internacional inaugurou uma casa nova, o Beira-Rio, com uma vitória por 2 x 1 num amistoso contra o Benfica de Eusébio. Claudiomiro marcou o primeiro gol da história daquele palco que, nos anos seguintes, seria o lar da melhor equipe do Brasil. Durante o início dos anos 70, as divisões de base coloradas esquentaram as fornalhas e revelaram nomes como Paulo César Carpegiani, Caçapava, Batista e um dos maiores volantes (na época em que volante ainda sabia jogar bola) de história do futebol, Paulo Roberto Falcão. Já era uma base considerável, mas ela ainda foi completada com uma série de contratações precisas: Lula, Manga, Dario, Marinho Perez, o craque chileno Figueroa. Junte a isso tudo um técnico visionário como Rubens Minelli e estava montado o melhor esquadrão do País. O octacampeonato 69-76 foi bom demais, mas as glórias daquela geração iriam muito além: em 75, com uma vitória por 1 x 0 sobre o Cruzeiro, com gol salvador de Figueroa, veio o primeiro título do Brasileiro. No ano seguinte, com Dadá Maravilha no comando do ataque, foi Valdomiro quem decidiu a final contra o Corinthians. Inter bicampeão. Boa parte do elenco se desfez, e inclusive Rubens Minelli deu lugar a Ênio Andrade. Era de se esperar que os anos de domínio colorado estivessem ficando para trás, mas não. Pelo contrário. Para compensar as saídas, chegaram Cláudio Mineiro, Mauro Galvão, Bira e Mário Sérgio. Estava feito o grupo campeão brasileiro de 79. E não apenas campeão, mas que conseguiu algo que até hoje nunca foi reeditado: não perdeu uma partida sequer. Com uma vitória de 2 x 1 sobre o Vasco, gols de Jair e Falcão, o Inter fechou a campanha invicta do tricampeonato brasileiro. Faltou muito pouco para o sucesso não culminar com uma vitória na Libertadores do ano seguinte: o Colorado foi até a decisão, quando caiu diante do Nacional em Montevidéu.

As tantas glórias da década de 70 serviram para o Internacional ter ainda mais certeza de que o caminho para o sucesso constante passava por investimento nas categorias de base. Dessa maneira foi forjado o grupo tricampeão gaúcho entre 81/83. E o reconhecimento foi tanto que, para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, simplesmente Seleção Brasileira inteira era formada por atletas do Inter; todos os 11 titulares. A “Sele-Inter” de Dunga, Kita, Aloísio, Mauro Galvão, Luís Carlos Winck e Milton Cruz voltou com a medalha de prata. Foi o último ano de títulos antes de uma entressafra que cruzou o restante da década de 80 e só foi terminar no começo dos anos 90.

Gazeta Press
O sério zagueiro Célio Silva
Após assistir a um hexacampeonato gaúcho do rival Grêmio, o Inter chegou a três conquistas que restabeleceram a ordem no Beira-Rio: começou com o título estadual de 91. No ano seguinte, o quarto título nacional da história: na Copa do Brasil de 92, o time de Gato Fernández, Caíco, Nando, Pinga e Élson chegou à decisão contra o Fluminense graças em boa parte aos gols do artilheiro Gérson. Após derrota por 2 x 1 no Maracanã, um gol de pênalti de Célio Silva garantiu o título. Dez dias depois, a mesma equipe garantiu o bicampeonato gaúcho. Naquela década, o Inter ainda seria campeão em 94 e 97, período durante o qual fizeram sucesso nomes como Argel, Mazinho Loyola e Fabiano.

Apesar do enorme sucesso da equipe dos anos 70, ainda faltava ao clube o sucesso que justificasse seu nome – Internacional. No século 21, a fábrica de craques do Beira-Rio funcionou de forma incessante para que isso fosse possível. A quantidade de talentos revelados era incrível: o time campeão gaúcho de 2002 já tinha Diogo Rincón e Fábio Pinto. Chegou o bicampeonato em 2003, desta vez com a habilidade de Daniel Carvalho e Nilmar abrindo alas.

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Fernandão foi o capitão na conquista da Libertadores de 2006

O futebol europeu acabava levando esses talentos, mas o Internacional sabia o que fazer com essa verba e, o principal, não deixava de revelar mais e mais nomes. Já tetracampeão gaúcho, no contestadíssimo Campeonato Brasileiro de 2005 - que teve escândalo de arbitragem e decisões no mínimo controversas contra o Inter diante do Corinthians -, Rafael Sobis, Tinga, Fernandão e companhia ficaram com o vice-campeonato.

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Gabiru fez o gol decisivo no Mundial
Foi difícil de engolir, mas foi o suficiente para conseguir classificação à Libertadores do ano seguinte. E aqui começa a graduação internacional do Colorado: apesar de enfrentar na decisão o bicho-papão São Paulo, que vinha de título continental e mundial em 2005, o time foi bravo valente e, após uma vitória por 2 x 1 no Morumbi, com dois gols de Sobis, batalhou por um empate em 2 x 2 no Beira-Rio no jogo de volta. A América já era colorada; restava agora brigar pelo título mundial. Não contra um adversário qualquer, mas o milionário Barcelona de Ronaldinho, que era a equipe preferida (e dada como favorita) por 9 entre 10 seguidores de futebol. O time que foi ao Japão era basicamente o mesmo, mas sem Rafael Sobis e já com a mais nova pérola das categorias de base, Alexandre Pato. O camisa 1 de toda a década de 2000, Clemer, o experiente Iarley e o contestado Adriano Gabiru – autor do gol da vitória – brilharam. O Inter se tornou a melhor equipe do planeta e, no início de 2007, confirmou sua vocação vencedora com a conquista da Recopa Sul-Americana, em goleada impiedosa contra o Pachuca do México. Aquele que já era um dos grandes clubes do Brasil tem mais motivos do que nunca para se apresentar por seu nome: Internacional.

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Alexandre Pato foi uma das grandes revelações do Internacional

Quatro anos se passaram. A equipe campeã do mundo foi desfeita. Veio 2010, e a diretoria investiu para reviver as glórias do passado trazendo de volta alguns dos heróis da maior conquista colorada. Deu resultado. Comandado pelo capitão Bolívar, além de Renan, Índio, TingaRafael Sóbis, o Inter reconquistou a América. Dessa vez, escorado no talento do argentino D'Alessandro, na raça do volante Sandro e no brilho decisivo do jovem Giuliano.

O bi foi cercado de semelhanças com o primeiro título. A começar pelos jogadores que voltaram ao Beira-Rio para a segunda conquista. Ainda teve, como da primeira vez, uma decisiva parada para a Copa do Mundo. Depois do Mundial, o Inter mudou de técnico, e Celso Roth desencantou. O time, antes desacreditado, cresceu na hora H, deixou para trás o São Paulo na semifinal e, por fim, venceu o Chivas duas vezes, no México e no Brasil, na decisão. A América, mais uma vez, ficou vermelha.

Pelé entrega a taça de campeão da Libertadores a Bolívar

*Atualizado em 19 de agosto de 2010


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