Fundação: 2 de janeiro de 1921 Belo Horizonte-MG Estádio: Mineirão (do governo) Capacidade: 75 mil pessoas Presidente: Zezé Perrela Site oficial: www.cruzeiro.com.br
Cruzeiro Esporte Clube
Hoje ninguém nem relaciona diretamente uma coisa com a outra, mas o fato é que o Cruzeiro nasceu de uma iniciativa da colônia italiana que habitava Belo Horizonte nop início do século 20. No final do ano de 1920, o cônsul da Itália visitou a capital mineira e se deparou com uma multidão de conterrâneos apresentando a idéia de criar um clube de futebol da colônia. Era assim que nascia, em 2 de janeiro de 1921, a Societá Sportiva Palestra Italia, com o vermelho, o branco e o verde da bandeira italiana como cores oficiais.
A partida de estréia aconteceu em abril daquele ano, contra um combinado de jogadores do Villa Nova e do Palmeiras, ambos de Nova Lima. O primeiro jogo oficial, porém, foi mais marcante: vitória por 3 x 0 sobre o Atlético-MG.
![]() |
| Niginho foi o 1º ídolo do Cruzeiro |
A vida sob o novo nome começou bem, com o tricampeonato entre 43 e 45, em que brilhou o atacante Ismael, e a reforma do estádio cruzeirense, que passou a levar o nome do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek. O problema é que a saúde financeira do clube não estava pronta para encarar os gastos com as obras e com o elenco: assolado por uma crise, em 52 o Cruzeiro dispensa todos os seus jogadores profissionais e passa a ser, essencialmente, um clube amador.Foi através do cachê recebido por amistosos ao redor do Estado que o clube começou a resolver a situação, que melhorou definitivamente com a construção da sede social no Barro Preto. A arrecadação aumentou e possibilitou a criação de mais uma boa equipe, a que atingiu o tricampeonato mineiro 59-61, graças a Vavá, Raimundinho, ao zagueiro Procópio e aos gols dos artilheiros Elmo e Rossi. Era o embrião da equipe que mudaria para sempre a história do Cruzeiro.
![]() |
| Tostão é o grande ídolo do Cruzeiro |
Ao contrário do que costuma acontecer, não houve uma entressafra antes da chegada da próxima geração de sucesso: as duas praticamente se fundiram. Ainda com Dirceu Lopes, Zé Carlos e Raul e com a chegada de talentos como Palhinha, Joãozinho, Eduardo, Nelinho e Perfumo, o time continuava na elite do futebol do País e esteve a ponto de conquistar duas vezes o Campeonato Brasileiro: foi vice-campeão em 74, ao perder para o Vasco da Gama, e em 75, quando caiu diante do Internacional. Essa campanha foi a que creditou a equipe para participar daquela que seria sua primeira campanha internacional vitoriosa. Na Libertadores de 76, depois de ter eliminado o Internacional naquele que é considerado um dos maiores jogos da história do futebol brasileiro – vitória cruzeirense por 5 x 4 no Mineirão –, o Cruzeiro foi até a decisão, contra o River Plate.
![]() |
| Joãozinho contra o Bayern de Munique |
Então, sim, veio uma entressafra: os anos 80. Maus resultados no Brasileirão e somente dois títulos estaduais, em 84 e 87. Até de ídolos o período foi discreto, com alguns espasmos ocasionais de Carlos Alberto Seixas, Ademir, Hamílton ou do até certo ponto blasfemo Tostão II. Tudo isso, porém, passou bastante rápido. Bastou a década seguinte começar, já com o título mineiro de 90, que os cruzeirenses entraram numa inércia de títulos que parecia não acabar mais. Foram duas Supercopas da Libertadores seguidas, em 91 e 92 – com vitórias heróicas contra River Plate e Racing Club, respectivamente. Um ano depois, Cleison, Roberto Gaúcho, Nonato e companhia foram atrás de outro grande título, a primeira Copa do Brasil.
![]() |
| Goleiro Dida no Cruzeiro |
A torcida cruzeirense, por mais sonhadora, não conseguiria imaginar que o melhor ainda estava por vir. Nos anos 2000, a presença do Cruzeiro na disputa de títulos foi quase permanente: o time de Fábio Júnior, Geovanni, Cris e do argentino Sorín busca o tri da Copa do Brasil, no ano 2000. Mas lavagem completa da alma mesmo foi em 2003. Começou com o título mineiro, veio em seguida o tetra da Copa do Brasil e, finalmente, o título mais esperado. Com todas as glórias que já contava, o Cruzeiro ainda não tinha nenhum título brasileiro. Quando ele veio, foi com sobras, encantando o Brasil: a equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, com Gomes, Edu Dracena, Maldonado e principalmente o craque Alex, terminou 13 pontos à frente do vice-campeão Santos e concretizou a “Tríplice Coroa” que até hoje clube nenhum conseguiu: no mesmo ano, campeão estadual, da Copa do Brasil e do Brasileiro. Era o que faltava para que o clube, a priori, ser incluído entre os favoritos em absolutamente qualquer competição que disputa.
![]() |
| O craque Alex comandou a Raposa no título do Brasileirão de 2003 |
*Atualizado em 6 de junho de 2008




